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Ultima atualização 06 de novembro

Aportes em previdência privada caem R$ 5,1 bi em 2026

Contribuições somaram R$ 117 bilhões até setembro, enquanto resgates recuaram 5,4% e captação líquida avançou 15,2%

Os aportes em planos de previdência privada aberta somaram R$ 117 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, queda de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), o volume de contribuições ficou R$ 5,1 bilhões abaixo do registrado entre janeiro e setembro de 2025.

Apesar da redução nos aportes, a captação líquida do setor apresentou crescimento. Isso porque os resgates também diminuíram, passando a somar R$ 108,5 bilhões no acumulado do ano, retração de 5,4% na comparação anual.

Com as saídas de recursos recuando em ritmo superior ao das contribuições, a diferença entre aportes e resgates permaneceu positiva em R$ 8,5 bilhões, alta de 15,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O resultado indica que, embora os participantes tenham destinado menos recursos aos planos de previdência, o volume retirado também foi menor, contribuindo para a manutenção de um fluxo líquido positivo.

De acordo com a Fenaprevi, os ativos acumulados nos planos de previdência privada aberta foram estimados em R$ 1,96 trilhão em setembro, montante equivalente a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

VGBL concentra 90% dos aportes

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) permaneceu como a principal modalidade de previdência privada aberta no país. Entre janeiro e setembro, os aportes nesses planos alcançaram R$ 105,1 bilhões, correspondentes a aproximadamente 90% de toda a arrecadação do setor.

Os planos do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) receberam R$ 9,8 bilhões, participação de 8,4% no total. O restante foi destinado aos planos classificados como tradicionais, que incluem modalidades de risco, acumulação e os Fundos de Aposentadoria Programada Individual (FAPI).

A diferença entre as modalidades também aparece no número de contratos. Em setembro, o país contabilizava 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta, dos quais 8,6 milhões eram VGBL, equivalentes a 63% do total. Os planos PGBL somavam 3,2 milhões, representando 23%, enquanto outros 1,9 milhão estavam classificados como tradicionais.

Segundo a Fenaprevi, aproximadamente 11,2 milhões de pessoas possuíam ao menos um plano de previdência privada aberta em setembro de 2026. A diferença entre o número de participantes e o total de planos mostra que uma mesma pessoa pode manter mais de um contrato de previdência.

Os dados também evidenciam a predominância do VGBL tanto na quantidade de planos quanto no volume de contribuições, enquanto o PGBL mantém uma participação menor na arrecadação total.

O levantamento considera os resultados acumulados até setembro de 2026 e reúne informações sobre contribuições, resgates, captação líquida, ativos e quantidade de planos do mercado brasileiro de previdência privada aberta.

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