Ultima atualização 03 de novembro

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Acidentes com transporte de passageiros crescem 8,3%

Dados da PRF mostram alta de 139% nas mortes em acidentes com ônibus e vans. ESSOR destaca a importância da proteção securitária.

O número de mortes em acidentes envolvendo ônibus, micro-ônibus e vans nas rodovias federais brasileiras mais que dobrou nos primeiros quatro meses de 2026. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os óbitos passaram de 31, entre janeiro e abril de 2025, para 74 no mesmo período deste ano, uma alta de aproximadamente 139%.

O levantamento também aponta crescimento na quantidade de ocorrências e de pessoas feridas. Os acidentes envolvendo esses veículos passaram de 637 para 690, avanço de 8,32%, enquanto o número de feridos aumentou de 696 para 1.128, crescimento de cerca de 62%.

Os indicadores chamam a atenção para os riscos associados ao transporte de passageiros e para as consequências que acidentes podem provocar tanto para as vítimas quanto para as empresas responsáveis pela operação.

Além dos danos físicos e materiais, as ocorrências podem resultar em obrigações de indenização e disputas judiciais, exigindo das transportadoras medidas de prevenção e avaliação das coberturas de seguro contratadas.

Para Wiliana Borba, responsável técnica pelo seguro RC Ônibus/APP da Essor Seguros, a contratação de proteção securitária deve considerar as características de cada operação. “Quando ocorre um acidente envolvendo um veículo que transporta pessoas, as consequências podem ser muito graves, tanto para as vítimas quanto para a empresa responsável pela operação. É fundamental que o transportador compreenda suas responsabilidades e avalie se as coberturas contratadas são compatíveis com os riscos da atividade”, afirma.

Entre as modalidades de seguro voltadas ao transporte de passageiros estão a Responsabilidade Civil Ônibus (RC Ônibus) e o seguro de Acidentes Pessoais de Passageiros (APP). Embora possam ser contratadas de forma complementar, as coberturas possuem finalidades distintas.

O RC Ônibus é destinado a amparar, conforme as condições da apólice, a responsabilidade civil do transportador por danos causados a passageiros e terceiros. As garantias podem contemplar danos corporais, materiais, morais e estéticos, de acordo com o produto contratado.

Já o APP prevê indenizações específicas em caso de acidentes, incluindo morte acidental e invalidez permanente, além da possibilidade de reembolso de despesas médicas, hospitalares e odontológicas.

Dependendo das condições contratuais, a proteção também pode ser estendida aos tripulantes dos veículos. Segundo a Essor, a combinação das modalidades permite estruturar uma proteção mais abrangente para empresas que atuam no transporte de passageiros. “A responsabilidade civil e acidentes pessoais, cumprem funções complementares. Enquanto as coberturas de RC Ônibus amparam as obrigações de indenizar nas situações previstas na apólice, o APP oferece garantias específicas para passageiros e tripulantes em caso de acidentes. Essa combinação contribui para uma proteção mais abrangente da operação”, explica Wiliana.

Apesar da importância das coberturas securitárias, a redução dos riscos depende também de medidas preventivas adotadas pelas empresas de transporte. Entre os cuidados estão a manutenção periódica dos veículos, a qualificação dos motoristas, o cumprimento das normas de trânsito e a orientação dos passageiros sobre a utilização do cinto de segurança.

Essas medidas buscam reduzir a probabilidade de acidentes e a gravidade das consequências quando uma ocorrência acontece. A avaliação das necessidades de seguro também deve considerar o tipo de transporte realizado, a quantidade de passageiros, os riscos envolvidos na operação e os limites de indenização previstos em contrato.

Para a especialista, a proteção financeira deve ser entendida como parte da gestão de riscos das transportadoras, e não como substituta das medidas de segurança. “Prevenção e proteção caminham juntas. O seguro não substitui a prevenção nem elimina a possibilidade de um acidente, mas pode oferecer suporte financeiro diante das responsabilidades e despesas cobertas. A contratação deve ser acompanhada de uma análise criteriosa dos riscos, dos limites de indenização e das necessidades específicas de cada operação”, finaliza a executiva.

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