O terremoto de magnitude 7,4 registrado na Colômbia em 10 de agosto, cujos efeitos foram sentidos em Manaus, reacendeu a discussão sobre a exposição de empresas e patrimônios brasileiros a eventos de baixa frequência, mas com potencial de provocar grandes perdas. Na capital amazonense, edifícios chegaram a ser evacuados preventivamente após o tremor.
Embora o Brasil apresente risco significativamente menor de grandes terremotos do que países localizados em zonas de intensa atividade tectônica, tremores podem ocorrer no território nacional ou ser sentidos a partir de eventos registrados em países vizinhos.
Na avaliação da Alper Seguros, coberturas específicas relacionadas a tremores de terra e determinadas perdas decorrentes da interrupção de atividades ainda possuem baixa presença na região Norte. “O mercado não tem histórico de eventos desse perfil no país e, por isso, a demanda por proteção específica ainda é baixa. O brasileiro tende a ver esses cenários como distantes, mas a cultura de proteção precisa evoluir diante de novas realidades regionais”, explica Luciano Lima, SVP de Filiais, Massificados e Personal Lines da Alper Seguros.
Para a corretora, a análise dos riscos corporativos não deve considerar apenas possíveis danos materiais. A interrupção das operações e seus impactos sobre receitas e cadeias de fornecimento também podem representar perdas relevantes para as empresas.
“As empresas raramente quebram porque perderam um imóvel, mas sim porque perderam a capacidade de gerar receita enquanto estão paradas”, alerta Fábio Ursaia, Sr VP da Alper Seguros. “O seguro não evita o desastre, mas impede que ele se transforme em uma crise financeira irreversível. A diferença entre uma boa e uma má proteção está no desenho sob medida da apólice.”
Nesse contexto, coberturas para lucros cessantes podem integrar a estrutura de proteção das empresas, desde que os eventos e condições previstos na apólice estejam contemplados no contrato. Além dos riscos sísmicos, enchentes, secas, vendavais e outros eventos naturais também vêm aumentando a atenção de empresas e seguradoras para a avaliação das exposições patrimoniais e operacionais.
Na avaliação da Alper, esse cenário aumenta a importância do mapeamento dos riscos antes da contratação do seguro, incluindo análise das instalações, atividades desenvolvidas e possíveis impactos de uma paralisação. A corretora informa que utiliza dados e vistorias técnicas para apoiar essa avaliação e a definição das coberturas contratadas.







