Os seguros de Pessoas movimentaram R$ 41,6 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2026, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com base em dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Entre os produtos com maiores avanços no período estão os seguros Prestamista e contra Doenças Graves, ambos com crescimento nominal de 19,2% na comparação anual. Do total arrecadado entre janeiro e junho, 48% corresponderam ao seguro de Vida, considerando as modalidades individual e coletiva. O Prestamista respondeu por 30% dos prêmios e Acidentes Pessoais, por 11%.
Segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi, o crescimento dos seguros de pessoas é contínuo e sustentável, mas o alcance, em termos de vidas protegidas, ainda é muito pequeno. “Como indústria temos urgência em chegar ao cidadão e entender a sua real necessidade, com novas possibilidades de produtos, mais flexíveis e que melhor se adequem ao seu momento de vida, à exemplo do Seguro de Vida Universal” pontua o executivo, exemplificando com a modalidade de seguro ainda em fase de homologação no Brasil.
Franco reforça que estas questões são tão relevantes e urgentes para a Fenaprevi, que a entidade dedicou os três primeiros painéis do XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada (marcado para 16 de setembro) “Vamos discutí-las nas diversas nuances: conhecendo o que a população tem a nos dizer, por meio do resultado da Pesquisa Fenaprevi / Datafolha 2026; nas reflexões relacionadas a “Como Aumentar a Proteção Securitária da População – O papel relevante do Seguro de Vida Universal; e no debate acerca de “Os Desafios da Distribuição”, conta o executivo, adiantando a programação do evento.
Apenas no primeiro semestre de 2026, os sinistros pagos aos segurados e seus familiares (indenizações) totalizaram R$ 8,9 bilhões, resultado 7,9% maior que o ano anterior, na mesma base de comparação. Ao distribuir esse montante por tipo de produto, a análise mostra que 51% do total foi pago em seguros de Vida, 23% no Prestamista e 11% em Acidentes Pessoais.
Os produtos que apresentaram as maiores elevações também no período de análise foram o seguro contra Doenças Graves (41,5%) e o Vida Individual (19,9%).







