Ultima atualização 14 de agosto

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Mercado de seguros monitora efeitos do terremoto na Colômbia

Seguradoras e corretoras com operação no país acompanham os danos e orientam clientes sobre o acionamento das coberturas
Imagem de drone mostra trabalhos de resgate em meio a escombros de prédios derrubados por terremoto de magnitude 7,4 em Cali, na Colômbia, em 12 de agosto de 2026. — Foto: REUTERS/Raquel Cunha
Imagem de drone mostra trabalhos de resgate em meio a escombros de prédios derrubados por terremoto de magnitude 7,4 em Cali, na Colômbia, em 12 de agosto de 2026. — Foto: REUTERS/Raquel Cunha

EXCLUSIVO – Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira (10), com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. O tremor provocou mortes (233, segundo atualizações até o momento) e deixou pessoas desaparecidas embaixo de escombros de imóveis e estruturas em diferentes regiões do país. Enquanto equipes de emergência trabalham no resgate de vítimas e no atendimento à população, o mercado segurador também acompanha os impactos do desastre e mobiliza estruturas de atendimento.

Além das autoridades públicas e equipes voluntárias, seguradoras e corretoras que mantêm operações na Colômbia passaram a monitorar os efeitos do terremoto e a orientar clientes sobre os procedimentos para comunicação e regulação de sinistros.

A Fasecolda (Federación de Aseguradores Colombianos) informou que segurados com apólices que contemplam danos provocados por terremotos podem acionar suas seguradoras para comunicar as ocorrências. A entidade também orientou que os danos sejam registrados por meio de fotos e vídeos e que os segurados sigam as recomendações das companhias antes de realizar reparos. Segundo informações divulgadas pela federação, quase 2 milhões de imóveis possuem seguro contra terremotos na Colômbia.

Entre as empresas que possuem operação no país consultadas pela redação, está a Aon. Beatriz Protásio, CEO de Resseguros para o Brasil da corretora, informou que ainda é cedo para dimensionar as perdas provocadas pelo evento. A avaliação inicial utiliza modelos de catástrofe e imagens de satélite, mas uma estimativa mais precisa dependerá das vistorias presenciais, das inspeções estruturais e da evolução dos avisos de sinistros.

A Aon informou ainda que segue monitorando a situação na Colômbia e apoiando seus clientes na avaliação de riscos, gestão de sinistros e elaboração de planos de continuidade de negócios. “O elevado número de réplicas registrado após o tremor principal também reforça a necessidade de acompanhamento contínuo”, afirma Beatriz.

Beatriz destacou também que os efeitos de um terremoto dessa magnitude podem ultrapassar os danos estruturais em imóveis. Infraestruturas críticas, operações industriais e cadeias de fornecimento também podem ser afetadas, ampliando a extensão das perdas econômicas e seguradas. Para a executiva, eventos dessa natureza reforçam a necessidade de combinar capacidade de resposta a sinistros, modelagem de riscos e estratégias de transferência de risco.

A Aon avalia ainda que a crescente complexidade da exposição a eventos naturais exige que a proteção considere não apenas os danos diretos aos ativos, mas também os impactos sobre a continuidade das operações e as cadeias de suprimentos.

Entre as seguradoras que já adotaram medidas após o terremoto está a Mapfre Colômbia. A companhia informou que ativou seu modelo catastrófico de atendimento de sinistros e simplificou os processos de comunicação das ocorrências, além de reforçar os canais de atendimento aos segurados afetados.

A seguradora também deslocou reguladores e peritos para as regiões atingidas e intensificou o contato com clientes localizados nas áreas de maior impacto. Segundo a companhia, o objetivo é identificar a situação dos segurados, prestar orientações e facilitar o acesso aos mecanismos de atendimento disponíveis.

A Mapfre informou ainda que reforçou o suporte à sua rede de intermediários e estabeleceu canais de acompanhamento para casos prioritários, com coordenação entre as áreas técnicas e operacionais para agilizar a resposta aos clientes afetados.

“Em momentos como este, o mais importante são as pessoas. Desde as primeiras horas ativamos nossas equipes e simplificamos os processos para estar perto de nossos clientes e responder com agilidade. É em situações como esta que uma seguradora deve demonstrar seu verdadeiro valor”, afirmou Oscar García-Serrano, CEO da Mapfre Colômbia.

A Revista Apólice está em contato com outras companhias do setor para entender os impactos desse terremoto e as medidas adotadas pelas empresas junto aos seus segurados. Até o fechamento desta matéria, a redação aguarda os posicionamentos.

Em atualização (14 de agosto).

Nicholas Godoy

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