Ultima atualização 25 de fevereiro

Unimed CNU redefine foco e lança novos planos corporativos

Executivos da Unimed CNU: Gustavo Vilela, Marcelo Couto Luna de Almeida  e Rafael Flôres
Executivos da Unimed CNU: Gustavo Vilela, Marcelo Couto Luna de Almeida e Rafael Flôres

EXCLUSIVO – A Unimed CNU apresentou, nesta quarta-feira (25), sua nova linha de planos empresariais e oficializou uma mudança clara de posicionamento: a prioridade passa a ser grandes contratos corporativos, com o corretor de seguros no centro da estratégia comercial.

O anúncio foi feito durante encontro com jornalistas na sede da cooperativa. Executivos detalharam o portfólio voltado a empresas com operação nacional e contextualizaram os efeitos da reorganização operacional e de governança conduzida nos últimos ciclos. Segundo a direção, esse processo já se traduz em desempenho financeiro positivo ao longo de 2025 e no início de 2026. A CNU é a maior cooperativa do Sistema Unimed, com presença em 92% dos municípios brasileiros.

A nova arquitetura contempla quatro planos nacionais (Ideal, Efetivo, Completo e Único) estruturados para diferentes níveis de cobertura e complexidade assistencial. Além disso, foram criadas versões específicas para praças como São Paulo, Brasília e Salvador, com redes referenciadas ajustadas às particularidades de cada mercado.

Os produtos garantem cobertura nacional para urgência e emergência e incluem serviços como telemedicina 24 horas, coleta domiciliar de exames e atendimento digital. O plano Único Nacional foi posicionado como a alternativa premium, com coberturas adicionais ao rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), retaguarda em hospital de grande porte e seguro viagem internacional.

Ao abordar a nova fase da cooperativa, o diretor de Mercado, Marcelo Couto Luna de Almeida, afirmou que a companhia busca recuperar protagonismo no segmento empresarial com bases mais sólidas. “Estamos abrindo um novo ciclo, pautado pelo crescimento sustentável e pela nossa vocação histórica de atender empresas”, declarou. O executivo reconheceu que o período de reestruturação exigiu ajustes relevantes e acrescentou que “é fundamental restabelecer a confiança do mercado, especialmente dos corretores, que são parte essencial da nossa estratégia”.

O superintendente Comercial, Rafael Flôres, reforçou o papel do canal na expansão pretendida. “A estratégia é centrada no cliente corporativo, mas ela só se sustenta com uma relação de confiança e proximidade com o corretor”, afirmou. Segundo ele, a transparência e o diálogo contínuo são condições para compreender as demandas das empresas em um ambiente de pressão por custos, qualidade de rede e equilíbrio contratual. “Queremos trabalhar de forma integrada, a quatro, seis ou oito mãos, para desenvolver soluções mais consistentes e aderentes à realidade de cada cliente”, disse.

Prioridade para carteiras mais robustas

Durante a apresentação, a CNU também deixou explícito que não pretende, neste momento, disputar volumes menores no segmento empresarial, como era anteriormente. O foco está em contratos com 30 vidas ou mais, com ênfase em carteiras acima de 100 vidas, perfil predominante na base atual da cooperativa e que, segundo a direção, exige soluções de gestão mais complexas. Porém em contratos já ativos, a operadora reforça que pretende manter as renovações, visando a carteira de cliente maiores desse corretores.

O diretor executivo Gustavo Vilela explicou que esse recorte está alinhado ao papel da CNU como integradora nacional do benefício corporativo, combinando coordenação centralizada com a atuação local das singulares do Sistema Unimed.

Vilela também comentou os impactos do processo de reorganização. “Foi um período de ajustes importantes, que naturalmente gerou reflexos para clientes e parceiros, mas já começamos a observar resultados concretos”, disse. A direção citou ainda investimentos em tecnologia, ampliação do acesso a dados segmentados e integrações digitais via APIs como pilares para aprimorar a experiência tanto do beneficiário quanto do corretor.

O movimento ocorre em um cenário de forte concorrência na saúde suplementar, especialmente nas grandes contas corporativas, em que rede credenciada, gestão de custo assistencial e previsibilidade contratual pesam na decisão das empresas. Para o mercado, a leitura é de que a cooperativa busca redefinir seu diferencial competitivo não apenas pelo portfólio, mas pelo alinhamento de canais, clareza de público-alvo e fortalecimento da capacidade técnica e assistencial, fatores que devem orientar sua atuação comercial nos próximos ciclos.

Nicholas Godoy, de São Paulo.

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