Ultima atualização 04 de novembro

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“Corretor deve se aprofundar cada vez mais no papel de consultor”

Rivaldo Leite, o novo CEO da vertical Seguros da Porto, participou do programa "Diálogos CEO" para comentar sobre a nova fase profissional e o futuro do setor

EXCLUSIVO – Em mais uma edição do programa “Diálogos CEO”, a Revista Apólice conversou na manhã de ontem, 03 de novembro, com Rivaldo Leite, o novo CEO da vertical de Seguros da Porto. O executivo, que está há 34 anos na empresa, assumiu o cargo no início de outubro e será responsável por todos os produtos e serviços ligados ao segmento. Durante a entrevista, ele falou um pouco sobre essa nova fase da carreira e quais são as perspectivas para o futuro.

 “Na verdade não recebi uma missão ao assumir o cargo, mas os membros do Conselho de Administração me deram dicas do que podemos fazer para manter a tradição da empresa. Meu objetivo é fazer a seguradora crescer, continuar cuidando dos corretores e zelar pelo atendimento ao cliente, que é o nosso principal diferencial no mercado. Essa nova fase coincide com o meu momento pessoal e profissional, pois me sinto mais maduro e preparado para fazer boas entregas aos nossos stakeholders”.

Questionado sobre o atual momento do seguro automóvel, Leite disse que apesar das transformações ocorridas nos últimos tempos, essa é uma carteira já consolidada no mercado e que diversos fatores irão fazer com que o produto cresça cada vez mais. “O Brasil passou por um período de muita turbulência nos últimos tempos com a chegada da pandemia e as eleições, e quando se há dúvida é natural que a economia fique instável. Com um futuro mais certo, a frota segurada tem tudo para crescer. Além do seguro automóvel, acredito no potencial do corretor para expandir outros segmentos”.

O executivo ressaltou que é fundamental que corretores sejam ouvintes dos clientes, buscando interpretar as necessidades do consumidor para oferecer uma grade de proteção securitária e financeira mais completa. “O corretor precisa se aprofundar cada vez mais no papel de consultor. Atualmente, o consórcio é um produto de prateleira dos corretores. 50% da categoria ou mais está vendendo consórcios, o que ninguém poderia imaginar que fosse acontecer alguns anos atrás”.

Sobre as Associações de Proteção Veicular, Leite afirmou que as seguradoras devem trabalhar para desenvolver produtos mais acessíveis, promovendo a inclusão no mercado de seguros de pessoas com menor renda. “Devemos ressaltar também o trabalho que o Camillo vem fazendo na Susep para combater essas associações. Enquanto não se acha uma solução mais rigorosa, o Governo deveria ter interesse em combater essas APV’s, pois elas geram uma perda de receita importante. O consumidor acaba sendo o grande prejudicado”.

O executivo também comentou sobre a importância do cross selling e dos corretores estarem preparados para ofertarem novos produtos. “Organizamos eventos específicos para cada produto, e hoje vemos nossos parceiros agradecendo o treinamento. Não tem como um profissional ser especialista em 50 carteiras, mas o corretor precisa olhar o portfólio das companhias, analisar as características da corretora dele e escolher os seguros que fazem mais sentido para o seu negócio”.

Além de CEO da vertical de Seguros da Porto, Leite também é presidente do Sindseg SP (Sindicato das Seguradoras de São Paulo). O executivo falou sobre as mudanças promovidas pela Susep no Open Insurance, que recentemente anunciou o fim das SISS e a criação da SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente), inserindo a participação do corretor no contexto do OI. “Desde o começo do Open Insurance, enxergamos que há exageros em alguns segmentos. O corretor de seguros é um verdadeiro banco de dados, então é fundamental a participação desse profissional. O momento é de diálogo, e quando há comunicação entre diversos agentes do mercado é possível fazer melhorias que favoreçam a todos”.

Sobre o futuro do mercado para 2023, o executivo afirma estar confiante em relação ao crescimento do Brasil e do setor. Leite ressalta que há cada vez mais corretores e pessoas interessadas em adquirir uma apólice, o que deve contribuir para o segmento continuar crescendo dois dígitos. “Todos os anos o crescimento do nosso mercado é maior do que o PIB, e isso demonstra a nossa resiliência e capacidade de ajudar as pessoas e a economia do país mesmo em momentos difíceis, como foram os últimos três anos. Seguimos na missão de aumentar a conscientização sobre a importância da proteção securitária”.

Veja a entrevista completa:

Nicole Fraga
Revista Apólice

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