EXCLUSIVO – A Junto Seguros inicia 2026 posicionada para capturar um ciclo de expansão que combina investimentos públicos, maior sofisticação dos contratos privados e mudanças estruturais no comportamento de empresas e corretores. Especializada em Seguro Garantia e Fiança Locatícia, a companhia aposta na ampliação do acesso a essas modalidades, no aprofundamento da atuação em grandes obras de infraestrutura e no uso intensivo de tecnologia como diferencial competitivo.
Para a seguradora, o momento é favorável à popularização do seguro garantia e da fiança locatícia entre empresas de todos os portes, movimento que tende a ampliar a base de clientes e consolidar essas soluções como instrumentos recorrentes de gestão de riscos. Segundo Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros, a estratégia passa por tornar essas modalidades mais compreensíveis, acessíveis e integradas à dinâmica dos negócios. “Queremos estimular um número cada vez maior de empresas a utilizar o seguro garantia e a fiança locatícia como parte natural de suas operações”, destaca.
Paralelamente, a seguradora mantém o foco nos riscos associados a obras de infraestrutura, especialmente projetos de grande vulto enquadrados na nova Lei de Licitações. A avaliação da companhia é de que esse segmento seguirá demandando soluções mais sofisticadas, tanto do ponto de vista técnico quanto jurídico. Nesse contexto, ganham destaque estruturas com cláusula de retomada, que exigem maior capacidade de análise, governança e acompanhamento ao longo de todo o ciclo do contrato. “Estamos investindo em tecnologia e pessoas para entregar soluções mais robustas, especialmente em projetos complexos de infraestrutura”, pontua o executivo.
As expectativas para o mercado em 2026 são de crescimento acelerado nos dois principais ramos de atuação da seguradora. No Seguro Garantia, a projeção é de que o mercado ultrapasse R$ 6 bilhões em prêmios, impulsionado pela continuidade dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê R$ 1,3 trilhão até 2026 em mais de 23 mil empreendimentos. Soma-se a esse cenário a demanda por garantias judiciais, que deve seguir relevante mesmo diante da redução do backlog anunciada pelo CARF.
No segmento de Fiança Locatícia, a perspectiva também é positiva, especialmente em função do forte ciclo vivido pelo setor logístico. A expansão de galpões e centros de distribuição, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela reorganização das cadeias de suprimento, tende a sustentar o crescimento da demanda por garantias locatícias ao longo de 2026.
Do ponto de vista das tendências, a Junto Seguros identifica uma mudança clara no comportamento do cliente corporativo, que passa a demandar soluções mais customizadas, aderentes à complexidade de seus contratos e ao perfil de risco de cada operação. A companhia tem ampliado o desenvolvimento de coberturas sob medida, capazes de atender desde pequenas empresas em busca de fiança locatícia para um ponto comercial até grandes corporações estruturando operações do tipo built to suit. O mesmo racional se aplica ao seguro garantia, com soluções que cobrem desde contratos simples até concessões e projetos de infraestrutura de alta complexidade.
Falando sobre tecnologia, esse tema ocupa um papel central na estratégia. A seguradora compartilha que segue investindo em inteligência artificial aplicada à subscrição e à análise de riscos, ampliando as funcionalidades de sua IA generativa, a LLOBO, e a expansão do canal API Junto. O objetivo é garantir maior autonomia, agilidade e eficiência aos parceiros de negócio. “Nossa prioridade é oferecer ferramentas que permitam aos parceiros atender seus clientes de forma cada vez mais eficiente e personalizada, sem abrir mão da governança e da segurança jurídica”, destaca Melo.
A digitalização completa da jornada aparece como outro eixo. Clientes corporativos esperam rapidez na emissão, transparência na análise e clareza na comunicação. Nesse sentido, a Junto lançou, em 2025, a apólice digital orientada por conceitos de Visual Law, que reorganiza cláusulas, incorpora menus interativos e torna a leitura mais intuitiva, preservando a precisão técnica e jurídica exigida nesses contratos.
A regulação também figura entre os vetores de impacto para 2026. A implementação da Nova Lei de Seguros e as atualizações normativas da Susep exigem adaptações nos produtos, nos fluxos operacionais e nos sistemas das seguradoras, com maior exigência por auditabilidade, rastreabilidade e conformidade. O executivo conta que a seguradora está preparada para esse novo ambiente regulatório, apoiada por uma estrutura tecnológica e por um time especializado dedicado a assessorar clientes ao longo de toda a jornada. “A nova regulação eleva o nível de responsabilidade do setor e exige processos mais robustos. Estamos estruturados para operar com alto grau técnico e dar o melhor suporte aos nossos clientes em todas as etapas”, afirma.
Por fim, a companhia observa uma mudança relevante no perfil do corretor, que passa a demandar mais autonomia, produtividade e ferramentas digitais para competir em um mercado mais técnico e exigente. Para atender a esse movimento, a Junto tem investido em plataformas dedicadas para assessorias, canais de integração via API e programas de capacitação técnica. “O corretor quer vender soluções estratégicas, e não apenas produtos. Nosso papel é oferecer tecnologia, conhecimento e estrutura para que isso aconteça”, pontua. “Quando oferecemos tecnologia, autonomia e conhecimento aos corretores e parceiros, conseguimos entregar mais valor ao cliente final e tornar o seguro uma ferramenta estratégica para os negócios”, complementa.
“Estamos em um momento de amadurecimento do mercado. O desafio é transformar o seguro em um instrumento natural da atividade econômica, combinando inovação, governança e segurança jurídica”, conclui o CEO da Junto Seguros.
Nicholas Godoy, de São Paulo.




