A diversificação da carteira de clientes e as oportunidades de negócios além do seguro automóvel estiveram entre os principais temas do 6º Trocando Ideias de 2026, realizado pela União dos Corretores de Seguros (UCS), na última terça-feira (6), em São Paulo. Durante o encontro, Paul Canarin, diretor do Grupo HDI, apresentou o portfólio da companhia e discutiu estratégias para ampliar a atuação dos corretores em diferentes segmentos.
Segundo o executivo, o grupo conta atualmente com quase 80 produtos, incluindo seguros de Vida, Transportes, Responsabilidade Civil, Garantia, Cyber e riscos patrimoniais. A proposta é incentivar os profissionais a identificar oportunidades dentro da própria base de clientes, sem concentrar a atuação exclusivamente no seguro auto.
“O pior que pode acontecer com um corretor de seguros é descobrir que o seu cliente contratou outro seguro com outro profissional porque nem sabia que você trabalhava com aquele produto”, afirmou Canarin.
A avaliação foi compartilhada pelo presidente da UCS, Augusto Esteves, que destacou a importância de os corretores utilizarem as informações de suas carteiras para identificar necessidades de proteção ainda não atendidas. “Por que não fidelizar, analisar o CRM e olhar tudo o que o seu segurado pode oferecer? Vamos pescar dentro do nosso pequeno aquário”, provocou.
Durante a apresentação, Canarin também detalhou os números do Grupo HDI, que reúne cerca de 40 mil corretores parceiros, 4,5 milhões de clientes e 67 filiais. Em 2025, a companhia registrou faturamento de R$ 15 bilhões e lucro de R$ 1 bilhão.
Mudanças na precificação e uso de IA
Uma das iniciativas apresentadas pelo executivo envolve alterações no motor de cálculo do seguro automóvel. Segundo Canarin, o objetivo é reduzir diferenças expressivas de precificação entre as marcas do grupo, sem necessariamente igualar os valores praticados por cada uma delas.
A mudança já foi implementada na Yelum e está prevista para chegar à HDI entre outubro e novembro. A companhia também pretende utilizar a revisão dos cálculos para melhorar seu posicionamento comercial, especialmente no mercado paulista.
“Vocês vão perceber cada vez mais a HDI melhor posicionada em preços do que está hoje”, antecipou o executivo.
Outro tema abordado foi o uso de inteligência artificial na operação das seguradoras e na rotina comercial dos corretores. Canarin citou aplicações em sinistros, relacionamento com oficinas e fornecedores, pagamentos e atividades administrativas.
Na área comercial, o Grupo HDI desenvolve um projeto de integração de IA ao sistema de gestão de relacionamento com clientes (CRM), com o objetivo de identificar oportunidades de negócios e apoiar o trabalho dos executivos comerciais.
O executivo também apontou possibilidades de utilização da tecnologia pelos corretores, como a produção de conteúdo, a análise de carteiras e a identificação de necessidades dos segurados. “Para mim, a IA é a nova fronteira”, afirmou.
O encontro também marcou a entrada de sete novos associados na UCS e contou com uma ação de conscientização sobre o Outubro Rosa, conduzida pela vice-presidente da entidade, Catia Guirao. A programação reuniu corretores, representantes do Grupo HDI e profissionais do mercado segurador.







