Ultima atualização 26 de janeiro

Tendências e desafios dos planos de saúde no Brasil em 2024

2023 exigiu das operadoras e empresas uma adaptação estratégica e uma gestão eficiente para enfrentar os novos desafios e aproveitar as oportunidades

O ano de 2023 revelou-se um marco histórico no setor de planos de saúde privados no Brasil, trazendo consigo desafios e transformações significativas. Com um recorde de mais de 26% da população brasileira inscrita em planos de saúde particulares, onde cerca de 70% das contratações ocorreram via planos coletivos empresariais, o cenário evidenciou um aumento na sinistralidade, com a inflação médica variando entre 11,53% e 19,46% entre as principais operadoras.

André de Barros Martins

Este aumento na sinistralidade decorre de vários fatores complexos, como o envelhecimento da população beneficiária e mudanças legislativas no comportamento de utilização do plano de saúde. Além disso, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vem atualizando constantemente o seu rol, o que levou a um aumento de gastos assistenciais, com maior impacto nas terapias de baixo custo como as psicoterapias e terapias relacionadas ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista. Estas mudanças, juntamente com o crescimento nos custos com novas medicações e tecnologias, exacerbaram os desafios nas negociações dos reajustes dos planos coletivos empresariais.

Curiosamente, na carteira da Alper Seguros, registramos um salto no impacto do reembolso de 3,92% em 2019 para 10,26% em 2022, ressaltando a necessidade de uma gestão eficaz da saúde populacional. Essa gestão envolve diagnóstico, ação, resultados e revisão contínua, complementada por estratégias como telemedicina e programas focados em públicos específicos, essenciais para resultados sustentáveis a curto, médio e longo prazo.

Do ponto de vista corporativo, os custos assistenciais diretos representam apenas 30% do impacto financeiro total relacionado à saúde dos funcionários, com os 70% restantes associados à perda de produtividade, problemas emocionais e absenteísmo. Isso destaca a importância de uma abordagem holística na gestão da saúde, considerando não apenas os custos médicos diretos, mas também o impacto mais amplo no bem-estar dos funcionários.

Além disso, a gestão eficaz de saúde requer a navegação por várias etapas, do reconhecimento de riscos até o controle efetivo, com a prevenção primária como um componente chave. A promoção da saúde, prevenção, gestão de doenças e manejo de casos graves são ações estruturadas fundamentais para enfrentar os desafios do setor.

Em resumo, 2023 foi um ano de mudanças significativas e desafios no setor de saúde privada no Brasil, exigindo das operadoras e empresas uma adaptação estratégica e uma gestão eficiente para enfrentar os novos desafios e aproveitar as oportunidades em um cenário em constante evolução, algo que esperamos ver intensificar ainda mais em 2024.

* Por André de Barros Martins, VP Sênior de Benefícios da Alper Seguros

Compartilhe no:

Assine nossa newsletter

Você também pode gostar

Feed Apólice

Ads Blocker Image Powered by Code Help Pro

Ads Blocker Detected!!!

We have detected that you are using extensions to block ads. Please support us by disabling these ads blocker.