Ultima atualização 06 de outubro

CONEC 2023: Corretor é a chave para o mercado de seguros superar desafios

Representantes do setor se reuniram na plenária de abertura do evento para discutir o futuro do corretor de seguros e sua importância na distribuição de produtos

EXCLUSIVO – O corretor é a chave para superar os desafios e expandir o mercado de seguros. Na plenária de abertura do CONEC 2023, que aconteceu na noite desta quinta-feira (05), representantes do setor se reuniram para debater os problemas da indústria e o futuro dos corretores de seguros. Com o tema ”Superação”, o evento está sendo promovido no Transamerica Expo Center, localizado na capital paulista, e é organizado pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo).

Na abertura do Congresso, Boris Ber, presidente do Sincor-SP, agradeceu a presença do mercado no evento e a importância da feira. ”Depois de cinco anos, estamos na plenitude de poder exercer um dos pontos mais importantes da profissão corretor de seguros: o relacionamento profissional e interpessoal. O corretor de seguros é a prova viva da resiliência do setor, principalmente depois da Covid-19, e precisamos estar unidos para que, junto aos sindicatos, federações e seguradoras, possamos desenvolver o segmento”.

Ber ainda ressaltou o papel do estado de São Paulo no desempenho do mercado, representando 40% da arrecadação do setor e onde se encontra o maior número de profissionais. ”O Sincor-SP voltou a ultrapassar a marca de 10 mil sócios. Isso é motivo de muita alegria, e neste evento vamos poder demonstrar a força da nossa categoria para as empresas e o órgão regulador”.

Alessandro Octaviani, superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), falou sobre como superar o atual estágio do mercado de seguros no Brasil e o papel da entidade para trazer mais acessibilidade ao setor. ”Temos três desafios regulatórios que a Susep visa superar para atingir a total harmonia na nossa indústria, e o corretor é a chave para todos eles, por ser um profissional extremamente capacitado e que conhece o consumidor como ninguém”.

Segundo Octaviani, um dos desafios que o mercado enfrenta é a falta de uma política nacional de seguros. ”Sem isto, não há a possibilidade de aumentar o acesso da população aos nossos produtos. O corretor é extremamente importante para termos um mercado pujante, e deve ser escutado para construirmos uma regulamentação que conecte os investimentos captados na poupança popular com os grandes planos de desenvolvimento nacional, alimentando a nossa base de produtos e clientes”.

O superintendente também falou sobre a importância da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas de seguros, pois a partir disso o cliente terá mais confiança no momento da contratar uma apólice. ”Devemos incentivar o aumento da nossa indústria na atual base do consumidor brasileiro, propiciando os incentivos corretos aos corretores e melhorando os produtos. Para isso, devemos ter uma política nacional de qualidade de seguros, garantindo o melhor atendimento ao segurado tanto no pré como no pós-venda”.

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), comentou sobre o papel da entidade no diálogo com o Governo, demonstrando a importância do mercado de seguros para a economia e a sociedade. Na última terça-feira (03), Oliveira esteve reunido com o ministro Fernando Haddad para falar sobre a aprovação do PL 29/2017, que tem como objetivo mudar os contratos de seguros do Brasil. ”Queremos e temos a obrigação de aumentar a proteção financeira dos brasileiros e a transparência daquilo que vendemos, construindo uma relação mais próxima com o segurado”.

A CNseg também divulgou hoje (05) a revisão da projeção do crescimento do mercado de seguros para este ano. Em novembro de 2022, a expectativa era de que o setor crescesse 10,1%. Analisando os dados da indústria até setembro, a Confederação estima que o segmento deve aumentar 9,4% em 2023. ”É um número ótimo, mas ainda somos capaz de crescermos mais ainda e protegermos mais pessoas. E ai vem a importância de uma ação combinada entre governo, seguradoras e corretores para que o seguro chegue à população de baixa renda. 67% dos trabalhadores brasileiros ganham menos de dois salários mínimos, por isso temos que ter uma regulação que torne o seguro mais simples, acessível e fácil de vender e contratar”.

Rivaldo Leite, presidente do Sindseg-SP (Sindicato das Seguradoras do Estado de São Paulo) e CEO da Porto Seguro, também participou da plenária e ressaltou a capacitação do corretor de seguros como fundamental para o sucesso do mercado. ”Em um mundo globalizado e conectado, não há a necessidade de ser uma pessoa da indústria para ajudar na expansão do mercado de seguros. Entretanto, é nosso dever oferecer o conhecimento necessário para que estes profissionais tragam a inovação que o setor precisa. Nosso segmento cuida de pessoas, dando atenção às suas necessidades e aos riscos que elas estão expostas. Isto é uma atividade humana, não podendo ser substituída por qualquer tecnologia”.

Para fechar o painel, Armando Vergílio, presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros) fez um pedido ao superintendente da Susep para que o órgão regulador parasse de suspender o registros de corretores automaticamente quando há alguma inconsistência de informação no sistema. ”Isto gera dor para os corretores e ocasiona na interrupção temporária do negócio. Há mais de 130 mil corretores de seguros no Brasil, e se considerarmos todas as pessoas que colaboram com o setor somos mais de 300 mil. Este percentual demonstra a qualidade desses profissionais”.

De acordo com Vergílio, o setor deve trabalhar para dobrar a sua participação no PIB nos próximos sete anos, o que vai abrir uma oportunidade imensa de ampliar os negócios. ”O Brasil é a oitava economia no mundo e somos o 18 mercado de seguros, algo está errado. Não podemos continuar numa posição pacífica. O corretor conhece como ninguém os limites financeiros e os planos para o futuro do cliente. Para continuar sendo protagonista, o corretor deve continuar se qualificando e estar antenado às tendências mundiais para ofertar o que há de melhor à sua carteira”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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