Ultima atualização 15 de agosto

Renda, cultura e confiança são barreiras para contratar seguro de vida

Carlos Cortez, vice presidente da Prudential do Brasil
Carlos Cortez

EXCLUSIVO – Uma pesquisa inédita encomendada pela Prudential do Brasil à Fundação Getúlio Vargas sobre seguro de vida mostrou que quem possui a proteção apresenta alto índice de tranquilidade e segurança ao contrário do que acontece com quem não tem uma cobertura de vida. Denominado “Impacto Socioeconômico do Seguro de Vida na sociedade brasileira”, o estudo fez um retrato sobre o papel da proteção financeira na economia. O estudo concluiu ainda que a proteção financeira ainda tem um enorme espaço para crescer no país entre as classes A, B e C+. Questões como desconhecimento e planejamento de renda ainda são entraves.

Para entender melhor o resultado desta pesquisa, conversamos com o vice-presidente de Marketing e Digital da Prudential do Brasil, Carlos Cortez:

APÓLICE: Duas das barreiras para a não contratação do seguro são desconhecimento e desconfiança. Como o mercado pode trabalhar para vencer estes desafios?

CARLOS CORTEZ: Vencer o desconhecimento e a desconfiança é um papel importante a ser desempenhado pelo setor. Uma parte desse desconhecimento tem a ver com a questão cultural sobre o seguro de vida, oferecido e visto somente como seguro em caso de morte durante muito tempo. No entanto, trabalhamos muito pela evolução do produto seguro de vida, que ficou mais flexível e completo, sempre em busca de atender as necessidades e desejos dos diferentes perfis de clientes. Hoje, é muito mais que uma garantia de proteção financeira aos beneficiários após o falecimento do segurado. Cada vez mais, o seguro de vida é um produto que pode ser utilizado em vida pelo segurado, com coberturas capazes de garantir renda em caso de doenças graves, acidentes pessoais, internação hospitalar, cirurgias e quebra de ossos, por exemplo.

    Como seguradora, sabemos o papel de proteção financeira desempenhado pelo seguro de vida no planejamento pessoal e familiar. Enquanto setor, o nosso desafio é como democratizar o acesso ao seguro de vida. Oferecemos coberturas diferentes para cada perfil e um seguro baseado na necessidade de cada cliente. A Prudential, por exemplo, tem produtos a partir de R$ 6,99 mensais, uma proteção que cabe no bolso de grande parcela da população e com benefícios pensados especificamente para esses clientes. Até capitais segurados de R$100 milhões, a maior do mercado nacional para seguro de vida.

    APÓLICE: É possível aplicar a tecnologia para fazer do seguro um produto social, com maior penetração nas faixas de menor renda?

    CARLOS CORTEZ: A tecnologia tem sido uma aliada fundamental para aumentar a oferta do seguro de vida. Para alcançar as faixas de menor renda, o foco deve ser um modelo de venda menos complexo, por meio de tecnologias acessíveis e ágeis, como os aplicativos de celular, por exemplo. A Prudential tem um produto 100% digital, de contratação simples e rápida, com produtos a partir de R$ 6,99. São coberturas que atendem especialmente os profissionais autônomos que, em momentos desafiadores, precisam de uma solução rápida para não perder renda. Neste canal, pagamos as indenizações em 30 minutos.

    APÓLICE: A faixa maior de contratantes vai até 50 anos. Depois disso, a pessoa que está acostumada a ter um seguro de vida pode optar por outro tipo de proteção? Um seguro do tipo Universal Life poderia ser útil para ter maior penetração em outras faixas etárias?

      CARLOS CORTEZ: Na Prudential do Brasil, aumentamos a idade limite de contratação do seguro para pessoas de até 75 anos, tornando o produto mais acessível. O seguro Universal Life pode ser interessante para outras faixas etárias porque oferece mais opções de cobertura mesmo em situações em que não se consegue manter o pagamento do prêmio. Nos Estados Unidos, a Prudential tem uma experiência muito positiva com o produto, que é acessível a diferentes perfis de cliente por sua inovação e flexibilidade de pagamento e movimentação do capital segurado.

      APÓLICE: Seguro de vida com recebimento em vida é mais atrativo para os consumidores, principalmente para aqueles que desconhecem o setor?

        CARLOS CORTEZ: Observamos que os consumidores estão buscando cada vez mais seguros de vida que possuam benefícios para serem usados em vida. Um exemplo é o crescimento do ramo de Doenças Graves, onde a Prudential é líder, com cerca de 50% de participação de mercado. Nesse ramo, em caso de diagnóstico de doença grave ou realização de alguns procedimentos médicos, o segurado pode receber o valor determinado na sua apólice para usar da forma mais conveniente naquele momento. Além disso, os segurados podem adquirir a proteção de doenças graves, por meio do produto Prudential Proteção Em Vida, sem a necessidade de contratar uma cobertura para morte. A procura por uso do seguro em vida é uma mudança de comportamento que estamos acompanhando desde 2020, em consequência da pandemia de Covid-19.

        APÓLICE: Como os distribuidores podem contribuir para a educação financeira dos consumidores?

          CARLOS CORTEZ: Acreditamos que a Prudential vem fazendo diferença no setor de seguro de vida porque o nosso modelo de vendas, assim como os produtos que oferecemos, é baseado na necessidade do cliente. Nossos corretores franqueados Life Planners e os parceiros comerciais incentivam o planejamento financeiro das pessoas. Durante o atendimento personalizado, eles ajudam os clientes a desenharem uma apólice que atenda às necessidades e planos futuros de cada família.

            Entendemos que ao investir na expansão e na longevidade da nossa rede de franquias e nas parcerias comerciais, estamos contribuindo também com a disseminação da educação financeira. Com mais consultores especializados em planejamento financeiro e oferta de produtos para diferentes perfis de consumidores, conseguimos alcançar cada vez mais brasileiros, ajudando a população nesse processo de conscientização da importância do seguro de vida.

            KELLY LUBIATO

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