Ultima atualização 06 de outubro

Swiss Re quer ser mais do que um provedor de capacidade

EXCLUSIVO – A necessidade de capacidade aumentou no Brasil e esta é a lacuna a ser ocupada pela Swiss Re. “O Brasil, que não se mostrava um país catastrófico, passou por eventos que afetaram as contas de agro e property, com exposição a vendavais no Sul do País nos últimos dois anos. É diferente de mercados mais maduros que têm clara a exposição ao risco em determinado período do ano, como a passagem do furacão Ian”, revela Fred Knapp, Head Reinsurance Brasil & Southern Cone e Presidente da Swiss Re Brasil Resseguros.

O acesso ao seguro, via parcerias, pode e deve ser ampliada, atendendo ao S da sigla ASG (Ambiental, Social e Governança). “As seguradoras têm um papel importante para criar uma jornada simples para o cliente, com o objetivo e democratizar o consumo de seguros”, acredita Knapp. O resseguro que, tradicionalmente, era um negócio de capacidade, passa a ser um apoio para as seguradoras para auxiliar na criação de produtos inovadores, como cobertura para doenças graves, ou seguro de vida com capitais maiores que geram acúmulo de poupança.

A resseguradora está crescendo com parcerias para se diferenciar em acordos que criem suportes para as cedentes. “O setor ressegurador, depois de 15 anos de mercado aberto, tem o papel de auxiliar seus clientes”, reforça Knapp.

Outro ponto destacado pelo CEO é que muitas vezes as cedentes locais podem não ter acesso aos estudos e experiências internacionais, que possam ser aplicadas aos seus negócios. Por isso, a resseguradora pode assegurar este acesso. Os estudos do Swiss Re Institute são bastante conhecidos e ajudam a identificar tendências, riscos emergentes e outros fatores que podem influenciar no mercado de seguros global.

Knapp reforça que o corretor de seguros tem uma atuação importante, para explicar ao segurado o que ele está adquirindo. “Ele tem papel consultivo para entender a realidade do cliente no seu momento de vida, além de contribuir para a educação do segurado”.

O mercado de resseguros é totalmente vinculado à economia global. Os efeitos do furacão Ian vão refletir na compra de retrocessão e pulverizado de forma global. “No último ano, já vimos o endurecimento de taxas em determinados mercados. A tendência é o Brasil estar mais próximo às tendências globais”, avalia o CEO da Swiss Re. No Brasil, as perdas do seguro agro em 2021 foram pulverizadas no mercado internacional. Apenas a Swiss Re perdeu algo em torno de R$ 140 milhões. A guerra na Ucrânia ditará impactos no seguro auto, por exemplo, porque mesmo com a produção local, ainda haverá falta de peças de reposição.

O Brasil ainda está em uma fase de aprendizagem, que possui muitos riscos retidos pelas cedentes. “Queremos trazer conhecimento internacional para promover a troca de informações e auxiliar as seguradoras a criar novos produtos e a melhorar a jornada do cliente”, completa Knapp.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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