Ultima atualização 11 de novembro

Novas revoluções industriais e tecnológicas impactarão o seguro

Revolução médica e de transportes, com uso dos carros inteligentes, serão as que mais afetarão o setor, avalia Antonio Cássio dos Santos

As próximas cinco revoluções industriais e tecnológicas – manufatura, transportes, médica, educacional e espacial – que deverão acontecer de 5 a 10 anos gerarão muitas oportunidades para a indústria de seguros, previu o jornalista da CNN Internacional, Andrés Oppenheimer, durante painel do Insurance Service Meeting 2013, evento organizado pela CNseg em Angra dos Reis (RJ), entre os dias 8 e 10 de novembro.

“Dessas ‘revoluções’, certamente as que mais causarão impacto no mercado de seguros são a revolução tecnológica em medicina e em transporte, com os carros inteligentes”, opinou Antonio Cássio dos Santos (foto), mediador do debate, diretor da CNseg e CEO de Seguros Gerais para a América Latina da Zurich Seguros, em entrevista à Revista Apólice.

A primeira, em medicina, deverá impactar diretamente a indústria no curto prazo, principalmente o mercado de saúde suplementar brasileiro. Já a questão que envolve os “carros inteligentes” já afeta mercados de seguros mais desenvolvidos, como o europeu, mas ainda demorará por volta de uma década para chegar ao Brasil. “Estamos um passo atrás nessa tecnologia”, considera Santos.

Na opinião do executivo, as seguradoras brasileiras e latinoamericanas estão despreparadas para lidar com o cenário desenhado por estas novas revoluções. Isso porque, segundo ele, “as companhias são escravas dos sistemas legados”, caracterizados por serem sistemas em uso com tecnologia ultrapassada e inflexíveis, dificultando a evolução da companhia no uso de novas ferramentas e na atuação com o elevado nível de informações disponíveis atualmente.

Porém, a boa notícia, analisou Santos, é que o mercado brasileiro dá um passo importante ao discutir esses problemas e desafios, levando-se em conta que os outros mercados seguradores da América Latina ainda não iniciarem debates sobre o tema. Mesmo o mercado chileno, considerado o mais bem organizado na região, ainda não suscita esse tipo de discussão. “Somos o segundo mercado mais bem organizado da região, campeão em inovação e responsável por 45% dos seguros na América Latina. Acertamos ao fazer esses questionamentos”, avaliou o executivo.

 

Jamille Niero / Revista Apólice

 

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