Ultima atualização 09 de novembro

Brasil será potência em 20 anos, apesar de cenário econômico atual desfavorável

Previsão é do jornalista Andrés Oppenheimer, da CNN Internacional, que comentou o cenário econômico mundial em painel do 7º Insurance Service Meeting

O atual cenário econômico brasileiro não é muito bom, conforme análise do jornalista Andrés Oppenhemer, da CNN International. Isso porque três megablocos comerciais estão prestes a se formar e o Brasil não faz parte de nenhum. São eles: a parceria transpacífica (TPP, na sigla em inglês), na qual os Estados Unidos negociam parceria de livre comércio com mais 11 países que possuem costas no Oceado Pacífico (entre eles asiáticos como o Japão, Austráliam Nova Zelândia, México, Peru e Chile); a parceria transatlântica, formada também pelos Estados Unidos e mais 27 países da União Europeia; o terceiro grupo em formação citado pelo jornalista congrega alguns países do BRIC, como China e Rússia, e alguns países menores do sudeste asiático. “O primeiro grupo será um bloco de investimento, representará 40% da economia global e tem como intenção ‘bloquear’ a China. O segundo ajudará os europeus a saírem da crise e deverá representar 54% da economia global”, comentou. O Brasil, muitos acreditam, terá que se encaixar em um desses para seguir crescendo e em condições de competir em negócios globais com outros países. A análise foi feita durante palestra na sétima edição do Insurance Service Meeting, promovido pela CNseg entre os dias 8 e 10 de novembro em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

A boa notícia, comentou Oppenheimer, é que o Brasil, apesar de apresentar  déficit em importantes setores que colaboram para o desenvolvimento de um país, como educação, pesquisa e desenvolvimento, dá passos importantes em investimentos nesses setores. Por exemplo, já conta com cerca de 10 mil profissionais com PhD (nível estudantil equivalente ao doutorado brasileiro) e planeja enviar mais de 150 mil estudantes para estudar fora do país, acompanhando engenheiros, cientistas e pesquisadores de importantes escolas no mundo todo. Devido a essas medidas, no longo prazo – daqui 20 ou 30 anos – o País se tornará uma potência, avalia o jornalista. “É uma visão diferente dos outros países da América Latina, que não vejo realizarem ações nesse sentido”, comentou, reforçando que países como Coreia do Sul e Singapura (este último com renda per capita de 10 mil dólares, maior do que a norte-americana) não “eram nada” há 30 anos. “É prova de que um país pode dar uma grande virada em duas décadas”.

“Hoje é grande a preocupação com inovação. Segundo pesquisa que fizemos recentemente com CEOs de todo o mundo, a quarta indústria que mais investirá com inovação nos próximos 4 anos é a do seguro”, comentou Alfredo Sneyers, sócio da consultoria PwC Insurance Brasil. Na visão do executivo, que se diz otimista, o Brasil é país dos BRICS que tem mais possibilidade de se desenvolver, considerando que aqui não há terrorismo nem guerras e 70% da população pertence à classe média. “Os brasileiros se adaptam facilmente a novas tecnologias e são um dos maiores usuários da internet e de redes sociais como Linkedin e Facebook. Mas precisam mostrar ao mundo que não são apenas o país do Carnaval mas potências em outros mercados, com mercadorias como o etanol”, opinou Sneyers.

 

Jamille Niero / Revista Apólice

 

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