Ultima atualização 30 de novembro

Prejuízos causados por desastres chegam a US$ 222 bi em 2010, aponta Swiss Re

De acordo com as estimativas iniciais da equipe sigma da Swiss Re, os prejuízos econômicos no mundo todo causados por catástrofes naturais e desastres causados pelo homem somaram US$ 222 bilhões em 2010, mais que o triplo do valor de US$ 63 bilhões registrados em 2009. O custo para o setor global de seguros foi de US$ 36 bilhões, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. Cerca de 260 mil pessoas morreram nesses eventos, o maior número desde 1976. No ano passado, o número de mortos chegou a 15 mil.
O evento mais mortífero de 2010 foi o terremoto no Haiti em janeiro, que ceifou mais de 222 mil vidas. Aproximadamente 15 mil morreram durante a onda de calor no verão na Rússia. As enchentes de verão na China e no Paquistão também resultaram em 6.225 mortes.

Terremotos
Em 2010, as catástrofes naturais custaram ao setor global de seguros cerca de US$ 31 bilhões e os desastres causados pelo homem adicionaram reclamações em torno de US$ 5 bilhões. A título de comparação, as perdas cobertas totalizaram US$ 27 bilhões em 2009. Embora visivelmente maiores que as perdas médias sofridas com terremotos, em 2010 as reclamações totais ficaram na faixa da média de 20 anos devido a perdas bem abaixo do normal sofridas com furacões nos EUA. Contudo, a estimativa de US$ 36 bilhões ainda pode aumentar, pois, por exemplo, a estação das tempestades do inverno europeu ainda não terminou.

Perdas individuais acima de US$ 1 bilhão
Nos primeiros onze meses de 2010, oito eventos causaram perdas absolutas de US$ 1 bilhão para as seguradoras. O evento mais caro de 2010 foi o terremoto no Chile em fevereiro que, de acordo com estimativas preliminares, custou US$ 8 bilhões ao setor. O terremoto que atingiu a Nova Zelândia em setembro custou cerca de US$ 2,7 bilhões às seguradoras. A tempestade de inverno Xynthia na Europa Ocidental levou a prejuízos cobertos de US$ 2,8 bilhões. As reclamações sobre imóveis na explosão da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México estão estimadas em US$ 1 bilhão. Devido à complexidade da reclamação, as cifras ainda estão sujeitas a aumentar. Os prejuízos cobertos totais são mais elevados, já que os prejuízos por responsabilidade civil não estão inclusos no estudo sigma. As enchentes na França que aconteceram em junho também causaram prejuízos com seguros, registrando pouco menos de US$ 1 bilhão.
“As catástrofes humanitárias mostraram mais uma vez a importância da prevenção e da administração pós-desastre para a proteção das vidas e da saúde das pessoas afetadas por perigos naturais”, comenta Thomas Hess, economista-chefe da Swiss Re. Segundo ele, esses acontecimentos também revelaram as diferenças encontradas nos países quando o assunto é seguro, além de mostrar a importância dessa proteção para superar as conseqüências financeiras dos desastres. “A maioria dos eventos mais custosos causados pelos terremotos no Chile e na Nova Zelândia e a tempestade de inverno na Europa Ocidental tinham cobertura de seguros, mas eventos como o terremoto no Haiti e as enchentes na Ásia praticamente não tinham cobertura”, completa.

J.N.
Revista Apólice

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