Ultima atualização 08 de junho

Previdência privada se adapta a diferentes perfis financeiros

Talita Raupp, superintendente de produtos de Previdência da Icatu Seguros
Talita Raupp, superintendente de produtos de Previdência da Icatu Seguros

Seja para quem começa com pequenos aportes mensais, mas pretende aumentar ao longo do tempo, para quem recebeu uma herança e já pode investir uma quantia mais robusta, ou para quem tem fôlego para contribuições mensais mais altas: a previdência privada é um instrumento para todos. Além de permitir a construção de uma reserva financeira para o futuro, mirando a aposentadoria ou objetivos de longo prazo, ela reúne benefícios exclusivos, como vantagens tributárias e fiscais, ausência de come-cotas e a possibilidade de portabilidade a qualquer momento, sem incidência de impostos e custos.

Durante a fase de acumulação, uma dúvida comum entre investidores é como saber se o valor acumulado será o suficiente para os seus objetivos. Talita Raupp, superintendente de produtos de Previdência da Icatu Seguros, explica que o resultado depende de uma série de fatores, como a quantia investida, o tempo de investimento e o retorno líquido obtido. “Há ainda outros elementos que influenciam esse processo, como a recorrência das aplicações, além do alinhamento do perfil do investidor e seus objetivos com a sua carteira ao longo do tempo”, conta.

Em uma simulação, considerando uma rentabilidade anual de 8% ao ano e juros de 5% na fase de renda, um homem que começa a investir aos 18 anos um valor de R$50 mensais receberá, a partir dos 65 anos, uma renda vitalícia de cerca de R$1.938. “É importante ressaltar que as simulações de renda são favorecidas pelo cenário de juros mais altos e que os valores apresentados são estimativas e podem variar”, explica Talita. “Além disso, caso esse investidor faça aportes adicionais ao longo do período de acumulação ou aumente o valor das contribuições mensais, a renda recebida poderá ser ainda maior”, completa. 

No caso de uma mulher que começa a investir aos 40 anos, com aportes mensais de R$1.000, considerando o mesmo cenário de rentabilidade e juros, a renda vitalícia estimada a partir dos 65 anos é de cerca de R$5.622. “Costumo dizer que, na previdência privada, nunca é tarde para começar – é possível fazer o primeiro aporte em qualquer idade. No entanto, quanto antes se inicia, maior é o aproveitamento do efeito dos juros compostos ao longo do tempo”, diz Talita Raupp. 

Tipos de renda

Além da renda vitalícia – em que o investidor recebe pagamentos mensais até o fim da vida –, a previdência privada oferece outras modalidades de renda, que podem ser escolhidas de acordo com o planejamento financeiro e familiar. Na renda vitalícia reversível ao beneficiário indicado, por exemplo, após o falecimento do titular, os pagamentos passam a ser destinados a um beneficiário escolhido. Já na renda vitalícia com continuidade aos menores, o valor é garantido ao cônjuge e aos filhos até que atinjam a maioridade.

Outra alternativa é a renda vitalícia com prazo mínimo garantido, que assegura o pagamento por um período determinado, mesmo em caso de falecimento do investidor. Para quem prefere previsibilidade de prazo, há ainda a renda temporária, que paga até uma data definida ou o falecimento do participante, o que ocorrer primeiro; e a renda por prazo certo, que garante os pagamentos por um período previamente estabelecido. 

“Muito além da renda, a previdência também cumpre um papel importante no planejamento sucessório, permitindo organizar a transferência de recursos de forma mais ágil e alinhada aos objetivos familiares”, conta Talita.

Mas há também quem utilize a previdência privada para alcançar outros objetivos de longo prazo, que vão além da aposentadoria. Seja para a compra de um imóvel ou para a abertura de um negócio, o produto permite organizar financeiramente diferentes projetos de vida com disciplina e horizonte definido.

“Uma simulação, considerando as mesmas premissas anteriores, com o objetivo de acumular R$500 mil até os 65 anos mostra como o tempo, o valor investido e o retorno líquido são fatores decisivos nessa construção. Para quem começa aos 20 anos, seriam necessários aportes mensais de cerca de R$104; iniciando aos 30, o investimento precisaria ser de aproximadamente R$233 por mês. Aos 40 anos, o valor sobe para cerca de R$550 mensais”, exemplifica. “O ideal é contar com o apoio de um especialista. Além das simulações, o apoio profissional vai te ajudar a transformar os números em um planejamento viável, alinhado à sua renda e seus objetivos”, finaliza Talita Raupp.

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