EXCLUSIVO – A Oneglobal anunciou a chegada de Christian Mendonça ao seu time no Brasil. Com mais de 25 anos de atuação no mercado de seguros, sendo mais de 15 deles dedicados à gestão de riscos corporativos, o executivo inicia sua trajetória na corretora hoje (1º), em um movimento que marca a sua passagem da posição de comprador de seguros para consultor especializado em grandes riscos.
A decisão, segundo Mendonça, está ligada à possibilidade de ampliar sua atuação profissional e gerar impacto para um número maior de empresas e gestores de risco, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Ele vem de um período como gerente de riscos da Hydro. Formado em Comunicação e Jornalismo pela PUC e com MBA em Administração e Marketing pela FAAP, o executivo tem uma trajetória que começou no mercado financeiro e ganhou uma nova direção nos anos 2000, quando, como ele mesmo diz, “foi picado pelo mosquitinho do seguro”. Desde então, não parou mais.
A experiência acumulada do outro lado da mesa, como gestor de riscos, é apontada pelo executivo como um diferencial para sua nova função. Para ele, a vivência prática permite compreender com profundidade as expectativas, demandas e necessidades das empresas na contratação de programas de seguros.
“Eu trago uma bagagem diferenciada por ter estado sentado do outro lado. Sei o que se espera de uma consultoria, quais características são valorizadas e o que o cliente busca desenvolver. Espero entregar isso de forma eficiente, consistente e de alto valor agregado”, promete o executivo da Oneglobal.
Os principais anseios da comunidade de gestores de risco, para o executivo, são: encontrar no mercado soluções que de fato correspondam às necessidades de empresas de alta complexidade; e elevar a pauta de riscos para o nível estratégico dentro das organizações.
Atuação no mercado soft
Na avaliação de Mendonça, o atual ciclo de mercado soft, marcado por abundância de capacidade e apetite para negócios, tende a permanecer por pelo menos mais dois anos, salvo eventos climáticos severos ou rupturas geopolíticas relevantes. Nesse cenário, ele avalia que o desafio do gestor de riscos se torna ainda mais complexo.
“Num mercado soft, fica fácil nivelar todo mundo pela média. Mas, para grandes riscos e especialidades, isso não funciona. O desafio é construir soluções perenes, que atravessem ciclos de mercado, e garantir que o risco seja precificado pelas suas características reais e não pela média do setor”, explica.
Segundo ele, o papel do consultor vai além do acesso à capacidade seguradora. Passa por direcionar o cliente ao mercado correto, às áreas de especialidade adequadas e à estruturação de soluções customizadas. “Muitas vezes, o diferencial está em saber bater na porta certa. Um risco complexo não pode ser tratado como general property puro e simples. É preciso conhecimento técnico para estruturar a solução adequada”, esclarece.
Mendonça também avalia que a nova Lei do Seguro tende a reforçar a importância do gerente de riscos e das consultorias especializadas, diante da crescente necessidade de programas customizados e maior atenção aos clausulados.
“Hoje o mercado exige muito mais detalhe, cuidado e personalização. O papel consultivo se fortalece. Eu gosto de chamar os corretores de consultores, porque é exatamente isso que entregamos: capital intelectual”, garante.
Para o executivo, o principal ativo de uma consultoria especializada é justamente sua capacidade técnica: “Nós vendemos capital intelectual. Vendemos conhecimento, entendimento do setor, da atividade do cliente e a capacidade de transformar isso em soluções aderentes e não apenas transacionar produtos padronizados”.
O DNA da Oneglobal
Ao comentar a trajetória recente da Oneglobal no Brasil, broker que completa três anos de operação, Mendonça afirma enxergar uma organização que consolidou reputação, agilidade e proposta de valor, entrando agora em uma nova fase de expansão.
“Os primeiros anos foram de construção de marca, reputação, pessoas e modelo de atendimento. Agora é o momento do próximo passo: ampliar atuação, crescer sem perder o DNA, a agilidade e a essência da companhia”, avisa.
Na visão do executivo, um dos diferenciais percebidos na companhia está no compromisso de entrega alinhado às necessidades do cliente, com integração entre áreas tradicionalmente apartadas, como placement, operação e sinistros.
Para ele, não faz sentido essas áreas funcionarem em silos. A proposta de valor precisa ser construída em conjunto. “A área de sinistros, por exemplo, concentra informações valiosas e precisa estar integrada desde a estratégia. É na hora do problema que o cliente efetivamente usa aquilo que comprou”, pontua.
Além disso, Mendonça acredita que “o Brasil ainda tem um enorme espaço de penetração de seguros, uma população grande, setores industriais relevantes e um histórico de eventos naturais menos severo que outras regiões do mundo, o que mantém o país na vitrine do mercado segurador internacional”.
Kelly Lubiato





