Um novo guia ensina o passo a passo para empresas realizarem ISP (Investimento Social Privado) como parte das estratégias de sustentabilidade, com foco em promover impacto positivo na sociedade. O manual foi lançado na última terça-feira (03) por meio de uma parceria entre a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
O setor segurador tem, em sua essência, a missão de proteger pessoas, empresas e patrimônios, contribuindo para a estabilidade econômica e social do País. Ao incorporar o investimento social privado de forma estratégica, ampliamos essa vocação, direcionando recursos e conhecimento técnico para enfrentar desafios estruturais do Brasil. Este guia reforça o compromisso do setor com uma atuação responsável na construção de um ambiente mais resiliente, inclusivo e sustentável.”, afirmou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.
O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao “core business” das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e cria valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders.
“O guia ajuda as empresas a conectarem o ISP aos temas materiais do negócio, com governança, indicadores e prestação de contas. Desta forma, o investimento social deixa de ser pontual e passa a compor a estratégia de valor da companhia”, avalia Fabiana Prianti, head da B3 Social.
O público-alvo do guia são instituições financeiras, do mercado de capitais, seguradoras e empresas abertas. Com viés educativo, o material é dividido em três blocos de conteúdo: compreender o universo do ISP, os benefícios e a conexão com a agenda ESG; implementar na prática, da definição projeto à avaliação de resultados; e se inspirar em casos reais de uso nos mercados financeiro, de seguros e de capitais.
“O investimento social privado é uma forma das empresas contribuírem para o enfrentamento dos desafios socioambientais do Brasil, ao mesmo tempo em que aumentam a resiliência das companhias, fortalecem suas estratégias ESG, beneficiam investidores e contribuem para retornos sustentáveis no longo prazo”, explica Luiz Sorge, diretor da Anbima e líder da Rede ANBIMA de Sustentabilidade.
O documento é resultado da união de forças do setor financeiro e busca estimular a prática de investimento social privado na estratégia das empresas. O material foi construído com apoio técnico do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social).
“Ao orientar o uso planejado de recursos privados, o Guia de Investimento Social Privado contribui para o enfrentamento de desafios socioambientais, transformando doações em investimentos estratégicos, alinhados às melhores práticas ESG. A atuação da Febraban, por meio de diretrizes de autorregulação, promoção de boas práticas e iniciativas setoriais, reforça a ética, o monitoramento e o compromisso voluntário dos bancos com a sociedade, reafirmando o papel do setor financeiro como agente de transformação e desenvolvimento sustentável no país”, afirma Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade e Autorregulação da Febraban.




