A Tokio Marine anunciou a ampliação de sua atuação no mercado de Seguro Garantia, com foco em projetos de infraestrutura, obras públicas e privadas, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). A estratégia inclui a oferta integrada de diferentes modalidades de seguros e a ampliação do uso da cláusula de retomada (step-in) para apoiar a continuidade dos empreendimentos.
A seguradora compartilha que a atuação reúne produtos como Seguro Garantia, Riscos de Engenharia, Responsabilidade Civil, Transportes com cobertura DSU, E&O, D&O, Frota, Riscos Ambientais, Riscos Operacionais e Seguro Cibernético, com o objetivo de atender diferentes etapas dos projetos, desde a estruturação até a operação dos ativos.
De acordo com a Tokio Marine, o movimento dá continuidade à estratégia iniciada em 2016 para fortalecer a operação de Seguro Garantia, especialmente após as mudanças introduzidas pela Nova Lei de Licitações. Em 2024, a empresa também anunciou investimentos na expansão da área, incluindo o reforço das equipes técnica e comercial.
“Nosso papel, hoje, vai além da emissão da apólice. Em grandes projetos de infraestrutura, o Seguro Garantia precisa funcionar como um instrumento de governança, prevenção e continuidade. Por isso, buscamos atuar desde as fases iniciais da modelagem, apoiando a identificação de riscos, o desenho das coberturas e o acompanhamento técnico dos projetos”, afirma Carol Ayub, Diretora de Riscos Financeiros da Tokio Marine.
Um dos marcos dessa evolução foi o pioneirismo da Tokio Marine na emissão da primeira apólice de Seguro Garantia do País com cláusula de retomada, também conhecida como step-in, voltada à obra de implantação e pavimentação da rodovia MT-430, no Mato Grosso. Desde então, a Companhia já emitiu mais de uma dezena de apólices com esse tipo de cláusula e acompanha a demanda do mercado para adaptar essa lógica, inicialmente associada a obras públicas, também ao ambiente de concessões e PPPs.
Segundo a diretora, a atuação da seguradora para evitar a paralisação de obras passa por três frentes principais: prevenção por engenharia, com identificação antecipada de gargalos financeiros ou operacionais; mediação construtiva entre as partes em casos de desequilíbrio contratual; e, quando necessário, uso do mecanismo de retomada para viabilizar a continuidade do projeto.
“Quando uma obra de infraestrutura é interrompida, os impactos extrapolam a esfera financeira e atingem diretamente a sociedade. Por isso, o Seguro Garantia deve ser visto, cada vez mais, como um instrumento de continuidade, governança e desenvolvimento. Com mecanismos como a cláusula de retomada e o acompanhamento técnico dos projetos, é possível mitigar riscos, preservar contratos e criar melhores condições para que os ativos sejam efetivamente entregues”, finaliza a executiva.







