A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa distante para se consolidar como um dos principais vetores de transformação no ambiente corporativo. No setor de seguros e recentemente no segmento de planos de saúde pet, a tecnologia passa a ocupar papel estratégico na forma como empresas operam, tomam decisões e se relacionam com clientes.
A APet, que atua com planos de saúde para animais de estimação, acompanha esse movimento e tem ampliado o uso da tecnologia em suas operações. Segundo Luiz Gênova, CEO da companhia, o uso da IA deve ser encarado como um complemento à atuação humana. “A Inteligência Artificial deve ser vista como uma ferramenta de ampliação das capacidades humanas, não como substituta da inteligência, mas como sua extensão estratégica. Na APet, estamos ampliando o uso da IA como uma forma de melhorar processos, apoiar decisões e oferecer uma experiência cada vez mais encantadora aos responsáveis por pets”.
Mais do que automatizar tarefas, a inteligência artificial permite o processamento de grandes volumes de dados, a previsão de comportamentos e o suporte a decisões complexas. Nesse contexto, empresas que adotam a tecnologia de forma estruturada passam a utilizá-la não apenas para redução de custos, mas como ferramenta de inovação, personalização e ganho de competitividade.
No mercado segurador, essa transformação já está em curso. Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) indica que cerca de 80% das seguradoras brasileiras já utilizam soluções de IA em suas operações, especialmente nas áreas de atendimento, operações e tecnologia da informação. Entre os principais desafios, destaca-se a integração com sistemas legados, apontada por 69% das companhias.
A adoção crescente da tecnologia reflete uma mudança mais ampla no ambiente de negócios. De startups a grandes grupos, organizações vêm redesenhando processos e modelos operacionais, inclusive em segmentos tradicionalmente conservadores, como o de seguros. Mais do que uma tendência tecnológica, a IA representa uma transformação estrutural na forma como produtos são desenvolvidos, riscos são avaliados e clientes são atendidos. Nesse cenário, a preparação passa por mudanças culturais, investimento em dados e capacitação profissional.
O avanço da IA na saúde pet
No segmento de planos de saúde pet, a aplicação da inteligência artificial ainda está em expansão, mas já demonstra potencial relevante. A tecnologia pode ser utilizada desde a análise cadastral até o acompanhamento pós-atendimento, criando um ciclo contínuo de cuidado e prevenção. Entre as principais aplicações estão a análise preditiva de saúde animal, com identificação antecipada de doenças; a personalização de planos conforme o perfil do animal e do tutor; a gestão de riscos, com precificação mais precisa e prevenção a fraudes; e o atendimento automatizado, com suporte contínuo.
Esse movimento acompanha a evolução do mercado pet no Brasil, impulsionado pela mudança no comportamento dos consumidores, que buscam soluções mais completas de cuidado, assistência e previsibilidade financeira.
Na APet, a incorporação da inteligência artificial faz parte de uma estratégia mais ampla voltada à eficiência operacional e à inovação. A empresa também tem investido em governança e padronização de processos. “Estamos fortalecendo nossa governança, capacitação técnica e padronização de serviços com muito rigor em compliance. A IA acelera a entrega de soluções customizadas, melhora a experiência dos clientes e aumenta a eficiência operacional. Recentemente lançamos a NINA, nossa agente virtual de atendimento via WhatsApp, que vai agregar muito na experiência do tutor”.




