Ultima atualização 26 de fevereiro

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IRB(Re) lança polo para risco e resiliência climática

Reinaldo Marques: ‘Nosso objetivo é transformar pesquisa em estratégias práticas’
Reinaldo Marques: ‘Nosso objetivo é transformar pesquisa em estratégias práticas’

Os riscos climáticos entraram definitivamente na agenda estratégica do setor de seguros e resseguros. Com foco em soluções práticas, o IRB(Re) lançou, nesta terça-feira (3), o Centro Brasileiro de Estudos de Risco e Resiliência (CBERR). Sediado no Maravalley, polo de inovação e tecnologia do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, o Centro nasce com a proposta de integrar ciência aplicada, inteligência analítica e conhecimento de mercado para enfrentar desafios ligados à resiliência climática.

Segundo Reinaldo Marques, superintendente do IRB(P&D), o objetivo é transformar pesquisa em estratégias concretas. “Nosso objetivo é transformar pesquisa em estratégias práticas que possam moldar ativamente um futuro resiliente para lidar com a complexidade dos riscos atuais. O Centro representa a formação de um ecossistema inovador para liderar uma nova era de seguros e resseguros no Brasil”, afirma.

Na prática, o CBERR atuará em quatro frentes principais:

  • Modelagem de risco, análises avançadas e uso de inteligência artificial;
  • Formação de especialistas em gestão de riscos para um ambiente de alta volatilidade;
  • Desenvolvimento de novas soluções e redução de lacunas de proteção no mercado;
  • Modelagem de riscos climáticos e sistêmicos para o setor e para a sociedade.

O foco inicial será em riscos climáticos, com ênfase no desenvolvimento de soluções digitais e trilhas de capacitação voltadas à formação de profissionais qualificados para o mercado segurador.

Complexidade dos riscos climáticos

Marques destaca que os riscos climáticos exigem novas abordagens técnicas. Diferentemente de riscos tradicionais, o histórico passado já não é plenamente representativo, diante do aumento da frequência e severidade de eventos extremos. Nesse contexto, técnicas atuariais precisam ser complementadas por inteligência artificial e machine learning para aprimorar modelos preditivos e métricas de exposição.

O Centro foi concebido como um ecossistema colaborativo, reunindo instituições públicas, seguradoras, resseguradoras, bancos de desenvolvimento, associações setoriais, universidades e centros de pesquisa, além de parceiros internacionais.

Entre os parceiros já confirmados estão o ECRRS/SDU (Centro de Estudos de Risco e Resiliência da Universidade do Sul da Dinamarca), o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Universidade de Brasília (UnB). A expectativa do IRB(Re) é ampliar o escopo de cooperação, compartilhando conhecimento técnico, desenvolvendo pesquisas aplicadas e promovendo capacitação especializada para fortalecer a resiliência climática no país.

N.G.

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