Ultima atualização 24 de fevereiro

APet projeta expansão em meio a incertezas em 2026

Luiz Genova
Luiz Genova

A entrada de grandes seguradoras e de soluções estruturadas, como as oferecidas pela APet, sinaliza a transição de um setor historicamente informal para um ecossistema mais organizado de proteção aos animais. Em um cenário de inflação médica veterinária, que pressiona insumos e procedimentos, o modelo de plano de saúde pet se consolida como alternativa para mitigar imprevistos financeiros dos tutores.

O ano de 2026 é marcado por desafios macroeconômicos, com pressão fiscal, juros elevados e maior cautela do consumidor. Ainda assim, o mercado pet mantém projeções positivas. Segundo a Abinpet, o faturamento do setor pode alcançar R$ 80 bilhões em 2026, com destaque para serviços veterinários e cuidados especializados. O tutor, porém, tornou-se mais exigente em relação à transparência e à credibilidade das empresas. Nesse contexto, soluções que combinam qualidade assistencial e estrutura securitária ganham relevância.

Em resposta a esse ambiente, a APet obteve o selo RA1000 da plataforma Reclame Aqui, com nota 8,7 e índice de resolução superior a 90%, segundo a empresa. O reconhecimento reforça a estratégia de foco em pós-venda e atendimento, reduzindo a resistência do consumidor a produtos financeiros voltados à saúde animal.

A proposta de previsibilidade de custos é apontada como diferencial em um segmento no qual os serviços veterinários já representam cerca de 10,6% do faturamento total do setor pet, de acordo com dados da Abinpet. A companhia sustenta que a combinação entre centralidade no cliente e eficiência operacional permite atender a uma demanda crescente por planejamento financeiro familiar.

Para o CEO da APet, Luiz Gênova, a humanização dos animais mantém a demanda resiliente mesmo em ciclos econômicos adversos. O avanço tecnológico da medicina veterinária amplia a qualidade dos tratamentos, mas também eleva custos e riscos financeiros para tutores sem cobertura. “Enquanto grande parte do mercado opera com coparticipação e rede credenciada, a APet adota o modelo de livre escolha, sem coparticipação e com cobertura nacional. Entendemos que o responsável pelo pet deve ter liberdade para escolher seu veterinário e clínica de confiança”, afirma Gênova.

A estratégia da empresa para atravessar o atual ciclo econômico está estruturada em quatro pilares: fortalecimento institucional com foco em transparência e antecipação a movimentos regulatórios; comunicação clara sobre prevenção e previsibilidade financeira; sustentabilidade econômica baseada em modelos atuariais; e alinhamento às práticas ESG e ao bem-estar animal.

O mercado de saúde animal no Brasil segue em expansão, impulsionado pelo aumento das despesas veterinárias, envelhecimento dos pets e mudança de comportamento dos tutores. Com penetração estimada em cerca de 1% da base potencial, a companhia projeta alcançar 5 milhões de animais cobertos até 2029. “Nosso propósito é tornar o cuidado pet de excelência algo acessível a todos”, conclui o executivo.

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