Ultima atualização 28 de janeiro

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Seguro entra na base do planejamento financeiro no Brasil

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o Brasil segue com um dos menores níveis de proteção securitária entre economias de porte semelhante, especialmente no seguro de vida. Mesmo com crescimento consistente do segmento nos últimos anos, a maior parte das famílias e pequenas empresas ainda opera sem qualquer tipo de proteção formal, cenário que amplia riscos financeiros, sucessórios e operacionais em caso de morte, invalidez ou eventos inesperados.

É nesse contexto que o planejamento financeiro começa a mudar de lógica. Para o especialista em proteção patrimonial e familiar Leandro Lago, proprietário do Grupo Futuro, o seguro deixou de ser um produto acessório e passou a cumprir papel estrutural. “Não faz sentido falar em investimento sem antes garantir que a renda, o patrimônio e a família estejam protegidos. Seguro não é luxo, é base”, afirma.

Levantamentos do setor indicam que o seguro de vida individual e coletivo tem registrado expansão acima da média do mercado financeiro, impulsionado pela busca por produtos com cobertura em vida, como invalidez, doenças graves e proteção de renda. Esse movimento reflete uma mudança de percepção após a pandemia, quando a fragilidade financeira de famílias sem proteção ficou mais evidente.

Na prática, porém, erros recorrentes ainda afastam brasileiros da proteção adequada. Entre os principais estão a contratação baseada apenas em preço, a ausência de revisão periódica das apólices e o desconhecimento das coberturas contratadas. “Muita gente acredita que tem seguro, mas na hora do sinistro descobre que a cobertura não atende à sua realidade atual”, diz Lago. “Seguro precisa acompanhar a fase de vida, o crescimento do patrimônio e as responsabilidades familiares”.

A falta de proteção também pesa na sucessão familiar. Segundo especialistas em planejamento patrimonial, a ausência de seguro pode obrigar herdeiros a vender bens, assumir dívidas ou enfrentar longos processos judiciais para manter o padrão financeiro após a perda do provedor. “O seguro de vida é um dos poucos instrumentos que garante liquidez imediata em um momento crítico, sem inventário e sem burocracia”, explica.

No ambiente empresarial, o problema se repete. Pequenas e médias empresas respondem por parcela relevante do emprego formal no país, mas muitas operam sem seguros essenciais, como vida para sócios-chave, responsabilidade civil e proteção patrimonial. “Quando um sócio adoece ou falece sem cobertura, o negócio entra em risco imediato. É um erro estratégico tratar seguro como custo e não como ferramenta de continuidade”, afirma o especialista.

A tendência, segundo o setor, é que o avanço do seguro de vida em vida e das soluções personalizadas acelere nos próximos anos, acompanhando o amadurecimento do debate sobre planejamento financeiro no Brasil. “Proteção não é o fim do planejamento. É o começo”, conclui Lago.

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