Ultima atualização 06 de julho

Aumento de ataques cibernéticos reforça a importância do seguro cyber

De acordo com dados divulgados pela Check Point Research, houve um crescimento de 7% na média global de ataques hackers no primeiro trimestre de 2023

EXCLUSIVO – Os ataques hackers não param de crescer ao redor do mundo. Segundo dados divulgados pela Check Point Research, durante o primeiro trimestre de 2023 a média global de ataques cibernéticos semanais aumentou 7%, em comparação com o período correspondente em 2022. Cada organização enfrentou por volta de 1.248 ataques por semana. No Brasil, houve um aumento de 1% nesse índice, com 1.593 ataques semanais.

De acordo com as informações da Check Point Research, o setor de Saúde experimentou um aumento significativo de ataques, com uma média de 1.684 ataques por semana, registrando um aumento substancial ano a ano de 22%. Números como estes só reforçam a importância do seguro cyber, que ajuda empresas a não terem seus dados vazados.

O seguro para riscos cibernéticos oferece proteção para danos como Responsabilidade Civil por atos de violação, despesas em casos de substituição de ativo digital, ameaça cibernética, lucros cessantes, custo com consultorias e assessorias, monitoramento e notificação mediante vazamento de dados, extorsão e despesas emergenciais. Dentre as coberturas para a responsabilidade por danos a terceiros, destacam-se: custos de defesa, perdas decorrentes da responsabilização por vazamento de dados, ações e multas regulatórias, responsabilidade por falhas em empresas terceirizadas e responsabilidade por mídia e internet.

Daniel Lamboy

“É importante ressaltar que o seguro cyber é apenas uma parte da estratégia de resiliência cibernética. Além de adquirir uma apólice, tal estratégia envolve boas práticas de higiene cibernética e o investimento em sistemas de segurança robustos, por exemplo. Entretanto, o processo de contratação do seguro pode apontar a necessidade de melhorias nesse sentido”, afirma Daniel Lamboy, head de Cyber da Marsh Brasil.

O executivo diz que nenhuma organização está totalmente imune a sofrer um ataque cibernético, mas é possível adotar uma série de medidas para mitigar esse risco. “Ações de treinamento e conscientização dos colaboradores são uma parte chave da estratégia de segurança cibernética das empresas. Muitas vezes, a causa de um evento cibernético está relacionada à conduta de um usuário legítimo, bem intencionado, mas que foi desatento ao clicar em um link indevido ou abrir um anexo com códigos maliciosos. Esses são exemplos de situações que podem resultar em eventos de vazamento de dados”.

Gabriela Martins

Gabriela Martins, subscritora de Cyber da Akad Seguros, acredita que além de investir na capacitação da equipe, é preciso que as organizações implementem medidas de segurança cibernética robustas, como a adoção de sistemas de detecção de intrusões, antivírus, manter softwares atualizados, fazer backup regular dos dados e estabelecer políticas de segurança para aplicá-las de forma consistente. “Ao adotar medidas de segurança apropriadas e práticas de gerenciamento de risco eficazes, as empresas podem reduzir sua exposição a ameaças”.

De acordo com a CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), em 2022 o valor arrecadado pelo seguro cyber foi de R$ 170 milhões. O total de indenizações pagas chegou a R$ 64 milhões. Na Akad, segundo Gabriela, ransomware tem sido o maior driver de ataques entre os clientes da seguradora. “Esse tipo de ataque tem por característica a criptografia e sequestro dos dados, além do pedido de resgate”.

O último relatório da GlobalData “Inteligência Temática: Seguro Cibernético 2023” apontou que o mercado global de seguros cyber atingirá US$ 33,4 bilhões em 2027.

Para que o setor continue em expansão, Lamboy afirma que “esforços devem estar mais concentrados em divulgar a existência do seguro do que em alertar para o risco de um incidente cibernético em si. A digitalização forçada trazida pela pandemia, a indisponibilidade de sistemas, notícias sobre ataques, tudo isso contribuiu para uma conscientização da tangibilidade do risco cibernético. Cabe ao mercado segurador fazer chegar aos tomadores de decisão das empresas a informação que existe um seguro para isso”.

Gabriela reforça a importância dos corretores de seguros investirem no desenvolvimento de conhecimento especializado em segurança cibernética , além de trabalhar na conscientização dentro da própria carteira. “Cada empresa tem necessidades específicas em termos de segurança cibernética. Os corretores podem se destacar ao oferecer soluções personalizadas, levando em consideração o setor, o porte e as preocupações individuais de cada cliente”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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