Ultima atualização 23 de abril

Rio Grande do Sul é o estado com maior mortalidade por câncer

Levantamento também aponta a patologia como principal causa de morte em outros 516 municípios brasileiros

Sul – Um levantamento lançado em abril de 2018, realizado pelo Observatório de Oncologia, em parceria com Conselho Federal de Medicina, analisou dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), que indica que câncer é a principal causa de morte em 10% das cidades brasileiras. O Rio Grande do Sul abriga o maior número de municípios em que este cenário é registrado. No território gaúcho, o índice é de 33,6%, enquanto a média no restante do País é de 16,6%.

Como oferecer de forma mais eficaz o tratamento do câncer de forma mais justa, sustentável e de qualidade nas cidades? Essa é a questão principal por trás de uma iniciativa liderada pela União para o Controle Internacional do Câncer (UICC), o C/Can 2025 City Cancer Challenge, um desafio que visa ampliar o acesso a cuidados e tratamentos de qualidade do câncer em cidades com mais de 1 milhão de habitantes em todo o mundo.

No Brasil, Porto Alegre/RS concorre para participar da iniciativa global, por meio da união entre a Prefeitura e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), com o apoio do Hospital Moinhos de Vento. Lançado em janeiro de 2017, o C/Can 2025 é uma iniciativa multissetorial que apoia as cidades para assumir a liderança no planejamento e implementação de soluções da cadeia de atenção de câncer, com o objetivo de aumentar o número de pessoas com acesso a tratamento oncológico de qualidade em cidades.

Em todo o Brasil, estima-se que sejam registrados cerca de 417 mil novos casos de câncer em 2018 – 54.800 deles só no Rio Grande do Sul (INCA). Diante deste cenário, a capital gaúcha foi pré-selecionada para ingressar no C/Can 2025: City Cancer Challenge como uma “Challenge City”. Em sua carta de inscrição, Porto Alegre compartilhou dados a respeito de políticas públicas, registros da doença, capacidade de radioterapia, disponibilidade de quimioterapia, acesso aos serviços de cuidados paliativos e medicamentos para alívio da dor, além de exemplos dos resultados provenientes de parcerias entre a Prefeitura e a Femama.

Muita atenção nessa hora

O documento da candidatura destaca também a triagem para neoplasias de mama, de cólon e reto e de colo de útero na atenção primária. “De acordo com o protocolo municipal, mulheres entre 50 e 69 anos devem fazer mamografias anualmente, com o objetivo de cobrir 80% da população-alvo e reduzir a mortalidade por câncer de mama em 20%. Na última revisão, essa cobertura atingiu 74% da população”, informa um trecho do documento.

Dra. Maira Caleffi, presidente da Femama e representante da sociedade civil no processo de candidatura, afirma que a participação do Brasil nessa iniciativa será um passo fundamental para que pacientes oncológicos tenham acesso ao tratamento do câncer e seus cuidados. “Porto Alegre poderá servir como modelo para algo que pode e deve ser incorporado nacionalmente e, assim, melhorar a assistência em saúde a essa população. Por meio da candidatura e eventual participação, esperamos desenvolver novas formas de trabalhar em parceria por um cenário mais promissor de enfrentamento do câncer”.

M.S.
Revista Apólice

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