Ultima atualização 30 de março

A hora e a vez dos seguros empresariais

Mercado de seguros para empresas cresceu abaixo da inflação no último ano, mas começa a ganhar mais força e a reaparecer com a retomada da economia

seguros

Pouco se ouve falar dos seguros empresariais. Porém, esse é um tipo de serviço importante para quem tem um negócio, independente do setor de atuação ou porte da empresa.

“O mercado de seguros para empresas cresceu abaixo da inflação em 2016. No entanto, em 2017, está ganhado mais força e reaparecendo. Hoje em dia, os empresários vêm reconhecendo esse recurso como um ‘gestor de riscos’ e uma forma de preservação da companhia”, diz o diretor de operações e suporte da Bidon Corretora de Seguros, Felipe Wichmann.

A convicção sobre um cenário fértil para a área no Brasil neste ano tem como base as demonstrações da retomada do mercado segurador, inclusive o empresarial, em vários segmentos no País. De acordo com Wichmann, a recuperação da economia brasileira, mesmo que lenta, já promove uma maior procura pelo produto.

“2016 foi o ano no qual os empresários tentaram sobreviver. Em 2017, eles querem se proteger”, enfatiza. “Segundo as pesquisas que venho fazendo de mercado, a busca por esse tipo de seguro deve crescer em torno de 40% com relação ao ano passado. Estou confiante disso”, diz o executivo.

Áreas principais

O diretor explica que nas empresas se encontram três áreas principais de seguros empresariais. Um deles é o seguro que protege contra prejuízos ou danos causados aos bens ou ao negócio da companhia por eventos adversos, que cobrem quebra de máquinas, obras civis, roubos e descumprimento de contratos e valores.

Há ainda o seguro que cobre as responsabilidades civis da empresa, no caso de dano ou prejuízo (causado involuntariamente e acidentalmente) a terceiros ou aos bens. “Nesse caso, somos beneficiados pela legislação do País. Diversos seguros de responsabilidade civil são obrigatórios por Lei, como RC dos transportadores em geral, RC do construtor de imóveis em zonas urbanas, RC do transportador aeronáutico e o DPVAT da frota de veículos da empresa”, afirma Wichmann.

O mercado oferece também o seguro que protege os proprietários das empresas e os colaboradores contra consequências de doenças, lesões ou morte, e contra os efeitos que esses eventos podem ter sobre os funcionários, seus familiares e sobre a empresa. “Nesse quadro se encontram os seguros contra de acidentes pessoais e doenças, os de proteção de renda, de saúde empresarial, de vida empresarial e o plano de previdência empresarial.”

Nesse contexto, Wichmann acredita que ao menos dois tipos de coberturas são fundamentais para todo tipo de empresa: incêndio, por ser um quesito em que a empresa pode perder 100% do seu bem segurado; e vendaval, visto as inúmeras ocorrências climáticas que podem eventualmente acontecer.

Entre todas essas vertentes, os seguros de responsabilidade civil e transporte de cargas são os mais procurados. “Isso acontece porque o segurado está muito mais atento ao seu negócio e às eventualidades decorrentes por conta deste”, acredita Wichmann.

“Destinado a pequenas, médias e grandes empresas, é importante que quem comercializa o seguro esteja atento às reais necessidades de cada caso para que os ‘pacotes’ de coberturas e serviços sejam elaborados como ‘sob medida’. Quem contrata esse tipo de serviço deve avaliar o impacto que o evento contra o qual está se segurando teria no seu negócio”, finaliza o executivo.

L.S.
Revista Apólice

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