Ultima atualização 30 de janeiro

ANSP discute relação entre o Código Genético e o Seguro

Foram expostas opiniões da médica Marisa Gazel e do advogado Paulo André Minhoto

Diante de 60 pessoas, o presidente da ANSP, Academia Nacional de Seguros e Previdência, Mauro César Batista iniciou a 3ª edição do Café com Seguro, evento que abordou a relação entre o Código Genético e o Seguro no auditório do Sindseg SP, localizado no centro de São Paulo.

O diretor de relacionamento com o segmento de Previdência Privada e Vida da ANSP, Dilmo Bantim Moreira, introduziu os dois participantes do debate, Marisa Gazel, médica assistente da M.A. Gazel Assessoria Médica Securitária, e Paulo André Minhoto, advogado especialistaem Seguros da Minhoto AdvogadosAssociados.

Marisa Gazel expôs aspectos médicos sobre as doenças predispostas, o processo de avaliação e como os exames e conhecimentos aprofundados dessas doenças são de extrema importância não apenas para o direcionamento do seguro, como para a determinação de um tratamento mais adequado para cada paciente: “O exame do código genético não é uma discriminação, na verdade é uma avaliação de risco. O que esperamos para o futuro é a ampliação dos estudos sobre o genoma e até a realização de transplantes de genes”, destacou.

Já Paulo André Minhoto citou como os diagnósticos médicos são resultados delicados e podem influenciar a vida de cada indivíduo, como as seguradoras precisam tratar o uso dos exames genéticos com cautela, pois ter predisposição e chegar a desenvolver uma doença são circunstâncias distintas. Ele também abordou como as leis criadas por órgãos mundiais provocam mais polêmica entre aplicar o exame genético para esse fim, ou não. “O tema é novo em termos de legislação e o conceito do ser humano em dizer que o código genético pertence a cada indivíduo também está errado, pois esse material genético é patrimônio da humanidade e a divulgação pode até criar problemas futuros”, sinalizou o advogado.

No final, a plateia teve espaço para expor sua visão, acrescentar dúvidas, opiniões e interagir sobre o tema que ainda requer muito desenvolvimento e aprofundamento. “Após pesquisa e conversa com profissionais da área médica surgiram perguntas como os testes de genoma são bons, interessantes e podem melhorar uma série de coisas, mas com relação ao seguro é uma ação legalizada? A lei apoia isso? Foi então que surgiu a proposta de realizar um debate sobre o tema”, revelou o mediador e organizador do encontro, Dilmo Bantim Moreira.

“O tema desse encontro é evolutivo e está em fase de experimento no Brasil. Além disso, o Café com Seguro é um exercício de cátedra com o foco na troca de conhecimentos de forma sadia e sem interesses”, finalizou o presidente da ANSP, Mauro C. Batista.

J.N.

Revista Apólice

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