Ultima atualização 29 de março

Seguradoras lidam com novo cenário de regulação

De acordo com publicação da Swiss Re, a crise financeira de 2008 resultou em falhas de regulação nas corporações e na macro-economia. O que fez com que bancos centrais, autoridades financeiras e órgãos reguladores delineassem novos projetos para reforçar a supervisão e evitar outra possível crise. No começo, a maioria das iniciativas se concentrou no setor bancário, porém logo alcançou o mercado de seguros.
Como resultado, as seguradoras estão lidando com uma nova dimensão de macro regulação e com instituições que não estão familiarizadas com o setor.
De acordo com a resseguradora, dadas as diferenças fundamentais entre seguro e modelos de negócios bancários, bem como seus perfis de risco fundamentalmente diferentes, é essencial que isso seja entendido e levado em conta por esses regulamentos de reforma.
Segundo um estudo realizado pela Geneva Association em 2010, que aplicou critérios para identificação de riscos do Financial Stability Board (FSB), International Monetary Fund (IMF) e International Association of Insurance Supervisors (IAIS), as atividades de seguros tradicionais não são uma fonte de risco sistêmico. De acordo com um estudo de 2006, que foi atualizado em 2010, realizado por um grupo de 30 resseguradores, a interconexão entre resseguradores e o mercado de seguros subjacente é baixa.
A publicação afirma que enquanto o mercado de seguros acreditar que assegurar a estabilidade financeira é, sem dúvidas, a coisa certa a fazer, é necessário que medidas sejam tomadas para maximizar a eficácia de tal reforma e evitar consequências negativas ou distorções no mercado. Esse argumento foi retomado no ano passado, em um estudo sobre as implicações da reforma da regulamentação financeira para o setor de seguros, realizado pelo Institute of International Finance. O relatório exige uma maior igualdade de condições entre o mercado bancário e o de seguros na reforma regulatória.
Ele destacou que as seguradoras têm um importante papel com os investidores de longo prazo na economia real. O relatório advertiu que reformas regulatórias mal organizadas serão menos eficazes na estabilidade financeira e irão comprometer a capacidade das seguradoras e dos bancos para realizar as suas funções essenciais no apoio à atividade da recuperação econômica.
As seguradoras enfrentam pressão para adequarem seus atendimentos e para avaliar o grande número de novas reformas, que estão sendo implementadas em uma velocidade rápida em um ambiente macro-econômico que é desafiador e incerto.
A atual incerteza é causada por diferentes motivos, entre eles a falta continuada de uma resolução completa da crise da dívida soberana europeia; a restrição fiscal e a luta política nos EUA, diminuindo opções eficazes para o FED e o Banco Central Europeu.
Segundo o estudo, estamos enfrentando uma grave crise político-econômica, que enfraquece a confiança dos empresários. Em tempos como esse, torna-se ainda mais importante que a política econômica e fiscal seja adequada, estável e credível.

Revista Apólice área de seguros no Brasil

Gabriela Ferigato
Revista Apólice

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