O planejamento financeiro pensado para apoiar os projetos futuros de filhos e netos tem ocupado um espaço maior já nos primeiros anos da infância. Levantamento da Brasilprev, empresa de previdência privada da holding BB Seguros, mostra que crianças de até 10 anos passaram de 26% para 40% dos beneficiários de sua carteira de planos voltados ao público infantil e jovem entre 2021 e 2026.
O movimento é mais expressivo entre crianças de 0 a 5 anos, cuja participação na base passou de 1% para 10% no período. Na faixa de 6 a 10 anos, o percentual avançou de 25% para 30%. Em paralelo, os beneficiários de 11 a 15 anos passaram de 45% para 39%, enquanto aqueles entre 16 e 20 anos recuaram de 28% para 21%. Os dados revelam uma mudança na composição etária da carteira, hoje mais concentrada nas primeiras fases da infância.
“Quanto mais cedo uma reserva começa a ser formada, maior é o tempo disponível para construí-la de maneira gradual e compatível com a realidade de cada família. Esse planejamento pode apoiar diferentes projetos no futuro, como a educação, um intercâmbio, o início da vida profissional ou outros objetivos que façam sentido ao longo da trajetória da criança”, afirma Cassia Yamada, superintendente Comercial da Brasilprev.
O levantamento revela também que esse cuidado não está restrito aos pais. Embora os filhos continuem representando a maioria dos beneficiários, com 75%, a participação dos netos passou de 17% em 2021 para 21% em 2026. Outros vínculos familiares permaneceram em 4%.
O aumento da participação dos netos reforça o caráter intergeracional do planejamento financeiro. Ao contribuir para a formação de uma reserva, os avós encontram uma forma de apoiar projetos futuros da família e de transformar o patrimônio construído ao longo da vida em cuidado com as próximas gerações.
“Quando diferentes integrantes da família participam desse planejamento, a reserva ganha um significado que vai além do aspecto financeiro. Ela passa a representar continuidade e a possibilidade de apoiar escolhas futuras. A maior presença dos netos na carteira mostra como os avós também ocupam um espaço importante nessa construção”, complementa Cassia.
A composição etária de quem mantém esses planos apresentou outra mudança no período analisado. A participação dos clientes de 21 a 40 anos passou de 12% para 17% da base. O avanço foi impulsionado principalmente pelo grupo de 31 a 40 anos, cuja representatividade subiu de 11% para 15%.
Embora as pessoas de 41 a 60 anos continuem concentrando a maior parcela dos titulares, sua participação passou de 62% para 58%. O retrato indica que adultos mais jovens também passaram a ocupar mais espaço na composição da carteira voltada ao planejamento para filhos, netos ou outras crianças de seu convívio.
Além das mudanças no perfil de titulares e beneficiários, o levantamento identificou evolução nominal nos valores mantidos pelos clientes. A reserva média passou de R$ 18,825 em 2021 para R$ 26,671 em 2026, uma alta nominal de aproximadamente 42%. No mesmo intervalo, a contribuição periódica média avançou de R$ 194 para R$ 243, aumento nominal de cerca de 25%. Os valores não consideram os efeitos da inflação acumulada no período.








