EXCLUSIVO – Muitas coisas aconteceram no setor de seguros de 2016 para cá. A transformação digital foi brutal. Passamos dos arquivos em nuvem para a aplicação da Inteligência Artificial agêntica. O segurado passou a exigir uma experiência muito mais ágil e transparente na comercialização dos produtos do setor e no seu atendimento. Apólice acompanhou todas essas mudanças
As seguradoras deixaram de ser apenas provedoras de apólices de seguro. Hoje, espera-se delas uma atuação mais ativa na predição da severidade e frequência dos eventos, além de uma postura que trate muito de prevenção. Isso é possível, novamente, graças à aplicação da análise dos dados, geolocalização, sensores, imagens de satélite e telemetria, por exemplo.
A distribuição do seguro também evoluiu para modelos mais pulverizados. Hoje ele está embarcado na experiência do cliente em diversos modelos de marketplaces e plataformas digitais. O seguro aparece integrado à compra de um produto ou serviço, ao invés de ter uma jornada separada. O sonho dos executivos do seguro é fazer com que o cliente tenha uma “assinatura” de seguro.
A Lei 15.040/2024 criou um marco específico para o contrato de seguro e entrou em vigor em dezembro de 2025, trazendo novas regras sobre formação dos contratos, coberturas, exclusões, sinistros e prazos. A LC 213/2025 também trouxe para o ambiente regulado as cooperativas de seguros e a proteção patrimonial mutualista, ampliando significativamente o perímetro de supervisão da Susep.
Enfim, o mundo mudou bastante na última década e trouxe muitas inovações com ele. Quem saiu na frente colocou um corpo de vantagem na concorrência. Resta saber se o mundo digital será capaz de equiparar as condições de todos os players do mercado.







