Olhar para as mudanças climáticas atualmente não significa mais ficar preso apenas às previsibilidades e às leituras sobre o futuro, mas sim agir de forma imediata e adaptar comportamentos ao que já está acontecendo. Foi nesse olhar que a Mapfre promoveu a campanha “Corretor Mais Sustentável”, iniciada em 2025 e encerrada com uma cerimônia de premiação realizada na manhã desta terça-feira (09). Além de reconhecer os corretores vencedores, a ocasião também serviu como um espaço de debate sobre o papel do mercado diante dessa agenda e da evolução das práticas ESG.
Durante a abertura, Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade da Mapfre, destacou que o próprio mercado de seguros já exerce uma função sustentável ao proteger pessoas e patrimônios, mas ressaltou que iniciativas como essa ampliam o impacto positivo ao envolver diretamente os corretores. “O seguro, por si só, já é sustentável. Promover uma ação como essa envolvendo o corretor incentiva ainda mais práticas ligadas à sustentabilidade. Quando falamos desse tema, falamos também de inovação e de responsabilidade compartilhada entre seguradora e corretor”, afirmou.
Já Karine Brandão, diretora executiva do Canal Corretor da companhia, enfatizou que a campanha aproximou a sustentabilidade do dia a dia dos parceiros e mostrou como o conceito pode ser incorporado ao relacionamento com os clientes e à geração de negócios. “Foi uma jornada muito inspiradora. Descobrimos corretores extremamente inovadores, com iniciativas geniais que talvez não fossem conhecidas se não fosse esse projeto”, disse
Karine também ressaltou que o engajamento dos corretores foi decisivo para o sucesso da ação e defendeu que a conscientização sobre sustentabilidade deve se estender por toda a cadeia de valor. “Precisamos fazer com que o cliente enxergue valor nesse movimento e compreenda que está se relacionando com uma marca que vai além dos números de vendas e se preocupa com o futuro e com o propósito da sociedade”, destacou
Na sequência, o COO da Mapfre, Nelson Alves, compartilhou sobre como a companhia já trabalha na agenda de sustentabilidade “há muitos anos” e que o tema faz parte da estratégia corporativa da seguradora. Em sua fala, Nelson pontuou sobre como o tema precisa deixar de ser apenas um conceito para se tornar uma prática integrada a todo o negócio. “Por meio dos nossos parceiros conseguimos levar essas ações de forma prática, direta e intuitiva. Devemos sempre pensar em ser inclusivos e justos”, lembrou.
Mudanças climáticas exigem nova postura do mercado
O encontro também proporcionou um debate intuitivo coordenado pelo especialista em ESG e representante da Reservas Votorantim, parceira idealista do projeto Floresta Mapfre, David Canassa, que abordou a crescente relação entre gestão de riscos climáticos e seguros. Segundo ele, investir em sustentabilidade não significa apenas preservar o meio ambiente, mas também proteger a carteira de clientes e reduzir riscos futuros. “Não estamos falando apenas de salvar o planeta, mas de salvar riscos iminentes e proteger diretamente a vida e o patrimônio dos clientes”.

David fomentou ainda que os modelos tradicionais de avaliação de riscos já não são suficientes diante da aceleração dos eventos extremos. “As coisas não estão para acontecer. Elas já estão acontecendo”, pontuou. Como exemplo, citou as enchentes no Rio Grande do Sul, classificando o episódio como parte de um novo padrão climático que exige preparação do mercado como um todo.
Como uma provocação direta aos corretores, David questionou se seus clientes já estão discutindo os impactos das mudanças climáticas e buscando proteção adequada para novos riscos. O especialista também destacou que diferentes regiões do país começam a enfrentar ameaças antes incomuns, como vendavais e chuvas intensas em áreas historicamente menos suscetíveis a esses fenômenos. “Cada região do país tem hoje o seu conjunto de desafios para pensar”.
Olhando o lado empreendedor, David comentou sobre a adaptação às novas realidades climáticas que representa também uma oportunidade de negócio diante desses GAPs de proteção. O especialista ainda incentivou os participantes a analisarem suas próprias carteiras sob a ótica ESG, avaliando se elas estão preparadas para enfrentar riscos futuros ou permanecem vulneráveis.
“Onde outros veem crise, o corretor enxerga um gap de proteção. O corretor resiliente antecipa o risco antes da negativa da seguradora. Educar o cliente para proteger o que pode se tornar insegurável também gera diferenciação e receita” indicou. Entre os segmentos que demandam maior atenção, citou agronegócio, energia e mercado imobiliário, áreas que concentram importantes lacunas de proteção diante dos impactos climáticos.
Por fim, o analista deixou um alerta aos profissionais presentes e para o mercado: “Seja o corretor que lidera a transição e não o que é atropelado por ela”.
Ao final do evento, a Mapfre realizou a entrega do selo Corretor Mais Sustentável Mapfre, reconhecendo os parceiros que se destacaram pelas iniciativas implementadas em prol da sustentabilidade e da transformação de seus modelos de negócio.
Representando o estado de São Paulo, o corretor Lauro Carelli Barreto, da Carelli Barreto Corretora de Seguros, foi um dos vencedores da premiação e conquistou uma viagem ao Jalapão pelo case desenvolvido durante a campanha. Em seu depoimento, destacou a importância da iniciativa da Mapfre para o mercado segurador e para o fortalecimento da agenda de sustentabilidade entre os corretores.
O corretor ainda elogiou o posicionamento da seguradora ao reconhecer profissionais comprometidos com práticas sustentáveis. “Acho que o momento que a Mapfre proporciona para a sociedade e para o mercado segurador é inovador, porque reconhece os corretores que fazem alguma coisa diferente e melhor pelo meio ambiente. Que isso seja uma constante e se multiplique para muitos outros corretores”, concluiu.
Nicholas Godoy, de São Paulo.






