A Marchan Assessoria de Seguros, de Campinas (SP), lançou o Marchan Full Service, modelo que combina equipe especializada e tecnologia para assumir etapas operacionais das corretoras. A estrutura contempla atividades como cotações, acompanhamento de propostas, emissão de apólices, renovações e pós-venda.
A proposta é reduzir o tempo dedicado pelos corretores às tarefas administrativas e permitir maior atenção ao relacionamento com os segurados. O modelo também utiliza informações da carteira, como histórico, produtos contratados e períodos de renovação, para identificar necessidades de cobertura e oportunidades de contato com os clientes.
A iniciativa ocorre em um momento de maior adoção de ferramentas digitais por empresas de diferentes portes. De acordo com a pesquisa mais recente da PwC sobre tendências digitais em operações, 88% dos executivos ouvidos afirmam que a maior acessibilidade a ferramentas digitais permite que empresas menores se aproximem dos líderes em digitalização.
“A grande questão não é simplesmente fazer mais rápido o que o corretor já faz. É tirar da frente dele aquilo que não precisa necessariamente ser feito por ele. Se uma corretora consegue atender melhor, acompanhar mais oportunidades e manter o cliente próximo sem precisar aumentar sua estrutura na mesma proporção, ela ganha capacidade de crescer”, explica Mauro Archanjo, da Marchan.
Além da operação, o Full Service busca organizar informações que as corretoras já possuem sobre seus clientes. A análise de histórico, produtos contratados e datas de renovação pode ajudar a identificar lacunas de proteção e orientar novas abordagens comerciais.
“Nossa experiência mostrou que muitas informações importantes já estão dentro da própria operação. Uma carteira, por exemplo, reúne histórico, perfil de clientes, produtos contratados e momentos de renovação que podem ajudar a orientar novas decisões. Ter uma visão mais organizada desses dados permite trabalhar melhor o que a corretora já construiu, sem depender apenas da busca por novos clientes”, afirma Mauro.
Segundo a Marchan, o modelo foi desenvolvido a partir da experiência da empresa no atendimento a corretoras e busca atuar também em etapas que vão além do suporte técnico e comercial.
Antes do lançamento, o Full Service passou por um programa-piloto com corretores atendidos pela Marchan. A experiência foi utilizada para definir quais atividades poderiam ser centralizadas e quais ajustes seriam necessários para adaptar a operação à rotina das corretoras.
“O piloto foi importante porque colocou a proposta diante da rotina real das corretoras. A partir dessa experiência, conseguimos perceber quais etapas faziam sentido centralizar, quais ajustes eram necessários e onde a estrutura poderia de fato contribuir para o trabalho dos parceiros. O produto foi sendo construído a partir desse contato com a operação, e não apenas a partir de uma ideia de tecnologia”, afirma Mauro.
Para os corretores que já trabalham com a Marchan, a empresa prevê remuneração vinculada ao desempenho e ao crescimento da produção.
“Escolhemos esse formato porque queremos que a nossa remuneração esteja ligada ao resultado que ajudamos a gerar. Em vez de cobrar apenas pelo serviço prestado, a Marchan passa a ter interesse direto na evolução da produção dos parceiros. É uma forma de estabelecer uma relação mais equilibrada, em que o desempenho de um lado tem impacto direto sobre o outro”, afirma Mauro.







