Ultima atualização 17 de julho

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Corretor precisa ir além da operação, diz Dhomo INS

A inteligência artificial tem ocupado espaço crescente nas discussões sobre o futuro do mercado de seguros. Para a Dhomo INS, empresa voltada à educação estratégica para o setor, o principal desafio para os corretores não é a adoção da tecnologia em si, mas a necessidade de redefinir seu papel em um mercado cuja operação passa por um processo de automação.

Segundo Genival de Souza e Silva, cofundador da empresa, o debate ainda está concentrado na escolha de ferramentas, quando a questão central é a forma como o corretor continuará gerando valor para o cliente. “O maior risco para o corretor não é a inteligência artificial. É continuar exercendo uma atividade que a inteligência artificial fará melhor, mais rápido e com menor custo”, afirma.

Na avaliação da empresa, muitos profissionais ainda direcionam seus esforços para identificar quais soluções de inteligência artificial utilizar, enquanto o foco deveria estar na diferenciação da atuação consultiva.

“Vejo muitos corretores perguntando qual IA precisam comprar. A pergunta que importa é outra: por que o cliente continuará precisando de mim quando a parte operacional estiver automatizada? É essa resposta que define onde a tecnologia faz diferença”.

A Dhomo INS defende que a inteligência artificial tende a potencializar o trabalho dos profissionais que atuam de forma consultiva, auxiliando clientes na avaliação de riscos e na tomada de decisão. “Se o corretor atua de forma consultiva, entende o risco do cliente e ajuda na decisão, a IA amplia o alcance desse trabalho. Se a atividade se resume a cotar, comparar preço e emitir, a tecnologia só acelera um modelo que já vinha perdendo valor.”

A empresa avalia também que a transformação da distribuição de seguros já está em curso e deve alterar a forma como produtos e serviços chegam aos consumidores. “A arquitetura da distribuição está sendo redesenhada. O seguro passa a estar presente em outras jornadas de consumo, novas plataformas surgem e parte da operação deixa de depender de intervenção humana. Boa parte dos líderes ainda trata isso como previsão, quando o que está em jogo é decisão a tomar.”

Para a Dhomo INS, a incorporação da inteligência artificial deve partir de uma análise sobre quais atividades agregam valor ao cliente e quais podem ser automatizadas. “Antes de escolher qualquer tecnologia, o corretor precisa identificar o que realmente diferencia a sua atuação e o que pode ser automatizado. Quando essa ordem se inverte, investe-se em eficiência para um processo que já deixou de importar.”

Na prática, a empresa afirma que a inteligência artificial já contribui para atividades como organização de carteiras, cruzamento de dados e identificação de oportunidades comerciais. Ainda assim, destaca que aspectos como confiança, interpretação de contexto e aconselhamento permanecem como diferenciais humanos.

“Ela mostra o sinal. Quem constrói confiança, lê o contexto e conduz a decisão continua sendo o corretor”, frisa.

Na avaliação, essa transformação não representa o fim da corretagem, mas uma mudança na forma de atuação dos profissionais. “A tecnologia não elimina o bom profissional. Ela torna evidente a diferença entre quem entrega uma apólice e quem entrega inteligência para o cliente decidir melhor”, comenta

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