Ultima atualização 19 de maio

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Tecnologia impulsiona evolução do Seguro Garantia

Roque de Holanda, da Junto Seguros
Roque de Holanda, da Junto Seguros

O mercado de Seguro Garantia no Brasil vive um ciclo de crescimento consistente, impulsionado pela ampliação das concessões, avanço dos projetos de infraestrutura e pela maior demanda por garantias contratuais. Esse movimento reflete um ambiente mais robusto e dinâmico, no qual o setor passa a exercer um papel estratégico na viabilização de negócios e na sustentação de contratos de médio e longo prazos.

Em 2025, o mercado brasileiro de Seguro Garantia manteve uma trajetória consistente de crescimento em ritmo de dois dígitos, encerrando o ano com volume superior a R$ 6 bilhões em prêmios diretos, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). O resultado reforça a consolidação do produto como um instrumento estratégico para a viabilização de contratos públicos e privados, com destaque para projetos de infraestrutura, concessões e obras de grande porte.

Nos últimos anos, essa expansão tem sido impulsionada pelo aumento da complexidade dos contratos, pela ampliação do uso do Seguro Garantia em diversos setores da economia e pelo fortalecimento de mecanismos que asseguram a continuidade e a execução dos projetos. Embora a agenda de infraestrutura siga como um dos principais vetores de crescimento, o avanço do produto acompanha, também, a evolução do marco regulatório, o maior rigor nas exigências de governança contratual e a busca das empresas por soluções mais eficientes, previsíveis e tecnicamente robustas de mitigação de riscos, tendência recorrente nos relatórios e análises setoriais do mercado.

Nesse contexto, a tecnologia assume papel fundamental na transformação do mercado. Atividades que tradicionalmente exigiam processos manuais extensos, como a leitura e interpretação de contratos, editais e demonstrações financeiras, passam a ser apoiadas por soluções digitais capazes de automatizar etapas, organizar informações e ampliar a capacidade analítica das equipes.

Ao permitir análises mais estruturadas e consistentes, a tecnologia contribui para elevar o nível técnico das operações, sem substituir o papel humano nas decisões finais. Trata-se de um avanço que equilibra eficiência operacional e rigor técnico, dois pilares essenciais para a evolução sustentável do Seguro Garantia.

A experiência do corretor também é diretamente impactada por esse movimento. A digitalização dos processos simplifica rotinas, reduz retrabalho e melhora a integração com as seguradoras, tornando a contratação mais fluida, previsível e transparente.

Na Junto Seguros, essa transformação é conduzida a partir de uma estratégia estruturada de inovação, que integra tecnologia, governança e áreas de negócio. Um dos destaques é a LLOBO, solução de inteligência artificial generativa desenvolvida para apoiar a leitura de contratos e editais, identificando cláusulas críticas e automatizando o preenchimento de informações necessárias para a cotação, com elevado grau de assertividade.

Para Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros, a tecnologia tem papel decisivo na modernização do setor, sobretudo quando alinhada às necessidades do negócio. “O Seguro Garantia exige alto rigor técnico e capacidade analítica. A tecnologia potencializa essa capacidade, trazendo mais eficiência e consistência aos processos, mas a decisão final segue baseada em critérios técnicos e validação humana”, afirma.

O avanço da digitalização acompanha um movimento mais amplo do mercado, no qual a integração entre seguradoras, corretores e clientes se torna cada vez mais relevante. À medida que os contratos se tornam mais complexos e o volume de operações cresce, a capacidade de processar informações com agilidade, confiabilidade e governança passa a ser um diferencial competitivo.

Segundo Karine Chaves, diretora de Tecnologia e Inovação (CTIO) da Junto Seguros, a adoção de inteligência artificial na companhia é sustentada por governança e segurança. “Na Junto, inteligência artificial não nasce do hype, nasce de problemas reais. Na LLOBO, o critério nunca foi velocidade, foi assertividade: em um mercado com baixa tolerância a erros, aplicar IA a contratos exige entender nuances jurídicas, não apenas processar texto. Por isso, automatizamos o que é estruturável e mantemos o humano no loop onde há risco. No fim, eficiência sem governança é só velocidade na direção errada”, observa.

Em um cenário de expansão do mercado e de exigências cada vez maiores, a tecnologia deixa de ser apenas um apoio operacional e passa a ocupar uma posição estruturante no negócio, contribuindo para aprimorar a experiência dos corretores, elevar a eficiência operacional e sustentar o crescimento do Seguro Garantia de forma consistente e responsável.

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