Ultima atualização 12 de janeiro

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Mercado de seguros deve crescer 8% em 2026, avalia CEO da Wiz Co

Avanços tecnológicos e riscos climáticos estão entre as principais expectativas para o setor no próximo ano

O mercado de seguros inicia o ano com expectativa de crescimento de 8% em 2026, segundo estimativa da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras). A projeção considera todos os segmentos, com exceção da Previdência Aberta, que ainda não dispõe de parâmetros suficientes para cálculo em razão da mensuração do IOF.

O percentual supera em dois pontos percentuais a previsão de crescimento para 2025. Ainda assim, a expansão mantém o setor em trajetória estável, em linha com a média observada nos últimos anos. Para Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co, o desempenho reflete a resiliência do mercado, mas também evidencia oportunidades relevantes de expansão no Brasil.

“O mercado de seguros tem se mostrado resiliente e com crescimento estável há mais de dez anos. Ainda assim, há muitas oportunidades para expandir, especialmente quando levamos em conta a maior conscientização dos clientes”, afirma o executivo.

Entre os segmentos com maior potencial, Oliveira destaca o seguro residencial, que deve crescer mais de 10%, impulsionado pelo aquecimento do mercado imobiliário e pelo aumento da preocupação dos consumidores após eventos climáticos extremos. Para que essa expansão se consolide, no entanto, ele ressalta a necessidade de olhar além da demanda imediata e adotar uma visão estratégica de longo prazo, na qual o avanço tecnológico tem papel central.

“Após anos de aceleração digital, o setor chega a um ponto de inflexão. Passa a ser moldado por forças estruturais, como os riscos climáticos, a evolução regulatória e o uso intensivo de dados, que redefinem produtos, preços e a própria lógica de proteção no país”, avalia.

Nesse contexto, a inteligência artificial generativa tende a ganhar ainda mais relevância ao longo de 2026. Já aplicada em modelos de precificação mais precisos, na automação do atendimento por meio de linguagem natural, na previsão de sinistros de menor risco e na eficiência dos processos regulatórios, a tecnologia evolui para permitir a análise do comportamento do cliente em tempo real. O resultado é a oferta de soluções cada vez mais personalizadas, consolidando o conceito de produtos “sob medida” no mercado de seguros.

Outro vetor de transformação é o avanço do Open Insurance. Com o amadurecimento do Sistema de Seguros Aberto (SISS), a integração entre seguradoras, insurtechs, plataformas digitais e corretores tende a se intensificar. Esse ambiente mais conectado favorece experiências mais simples e transparentes para o consumidor e viabiliza novos modelos de negócio baseados no uso compartilhado de dados. Para os corretores, o movimento amplia a visão sobre o cliente, fortalece o relacionamento de longo prazo e cria oportunidades adicionais de cross-selling.

A tendência do seguro embarcado também ganha espaço, ao incorporar a contratação de coberturas diretamente à jornada de aquisição de outros produtos e serviços, como automóveis, celulares, viagens, eventos e compras em marketplaces. A proposta é tornar o seguro uma etapa quase invisível do processo de compra, aumentando a conveniência para o consumidor e ampliando a penetração das coberturas.

No campo regulatório, o novo Marco Legal dos Seguros deve contribuir para maior eficiência na gestão de riscos. Ao estabelecer regras mais objetivas sobre temas como cláusulas abusivas, períodos de carência e cancelamento de contratos, a legislação tende a reduzir disputas judiciais e a fortalecer a confiança dos consumidores no setor.

Por fim, a agenda climática passa a ocupar posição central na estratégia das seguradoras. Com o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos, as companhias são levadas a revisar limites e padrões das apólices, além de ampliar soluções de prevenção, seguros paramétricos e instrumentos de transferência de risco. Nesse cenário, a pauta climática deixa de ser apenas um tema de sustentabilidade e se consolida como elemento estratégico para o negócio, influenciando a gestão de capital e o relacionamento com reguladores, resseguradores e clientes.

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