Ultima atualização 18 de agosto

Aumento da longevidade impacta na gestão de benefícios

O setor de Recursos Humanos tem pela frente mais um desafio na administração de benefícios: o aumento da longevidade. Com as pessoas vivendo mais e se aposentado mais tarde, as empresas terão se adequar a esta nova realidade demográfica, que exigirá esforços desde já. Nos próximos anos, uma nova leva de aposentados está por vir. Dados do IBGE mostram que 30% dos aposentados e pensionistas continuam empregados formalmente. Atualmente, mais de 10% dos brasileiros estão acima dos 60 anos e, em 2050, o índice subirá para aproximadamente 30%. Embora o aumento da idade de aposentadoria dos funcionários varie de acordo com a indústria, a rotatividade e o tipo de trabalho, este envelhecimento elevará o custo do seguro de pessoas, com destaque para os benefícios de saúde e previdência. No ramo vida, este novo cenário gera maior flexibilidade por parte das seguradoras, que começam a aceitar beneficiários com mais de 65 anos nos planos coletivos. Além disso, há também potencial impacto na sinistralidade e, consequentemente, no prêmio do seguro de Acidentes do Trabalho. “O custo do pacote de benefícios pode aumentar, mas é difícil quantificar, pois depende do tratamento que as empresas dão ao tema em termos de gestão”, explica Renato Cassinelli, líder regional da Marsh Gestão de Benefícios para América Latina e Caribe e presidente da Marsh Brasil.
De acordo com o especialista, essa preocupação aumenta à medida que as novas gerações se aproximam da idade da aposentadoria. E a atenção não vem somente do setor de Recursos Humanos das organizações. “Cada vez mais, há preocupação por parte dos funcionários, tanto em relação às suas rendas na aposentadoria quanto diante das coberturas de saúde, uma vez que não estejam mais empregados”, afirma Cassinelli.
Para os empregadores, o tema envolve além da questão financeira, também o lado social, pois coloca em cheque a política de benefícios de cada organização. Mais do que conceder o plano de saúde ou o planejamento para a aposentadoria por meio da previdência privada durante o período ativo do colaborador, as empresas terão de tornar essa relação mais humana. Preparar os funcionários para essa nova realidade é a primeira lição. Essa é uma das ações que começa a ser vista como parte das iniciativas sustentáveis das empresas. ?As organizações têm um discurso muito forte, mas no momento em que o colaborador se aposenta, ele não está preparado, pois não foi alertado sobre as mudanças que ocorrem nesta fase da vida?, opina Armelino Girardi, conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional do Paraná.
Autor do Livro “Desaposentado: melhor agora”, ele acredita que as empresas têm de orientar os funcionários em todas as dimensões: mental, físico, emocional, social, familiar, no âmbito do estudo e até de relações íntimas (a dois). “Os RH’s precisam entender que essas mudanças fazem parte do dia a dia das organizações, mas os impactos podem ser menores, se bem administrados”, alerta Girardi.

Aline Bronzati

Confira a matéria completa na edição de Agosto da Revista Apólice.


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