Ultima atualização 13 de maio

Para crescer, ramo de Pessoas precisa desenvolver áreas técnica e comercial

Conscientização da população, estímulo para o corretor vender mais, canais de distribuição, termos fiscais, auxílio do resseguro, desdobramentos do microsseguro, investimento em tecnologia e em novos produtos. Estes são, na opinião do economista Francisco Galiza os principais desafios para o mercado de seguro de Pessoas. Embora, tenha apresentado expansão de 15,5% no primeiro trimestre deste ano perante igual intervalo de 2009, a carteira ainda sofre com antigos entraves do setor. “É preciso aliar as partes técnica e comercial. Só assim teremos uma boa alavancada no ramo de Pessoas”, avaliou ele durante palestra feita para o CVG-SP, ontem, 12 de maio, em São Paulo.
De acordo com os dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), durante os três primeiros meses de 2010 o segmento acumulou R$ 3,6 bilhões em prêmios, montante maior que de R$ 3,1 bilhões visto no mesmo período do ano passado. Os seguros turístico e de vida individual foram os que apresentaram maior elevação. O primeiro registrou alta de 133,70% e movimentou R$ 8,2 milhões no trimestre. Já o seguro de vida individual alcançou a casa dos R$ 268,9 milhões, incremento de 26,80%, na mesma base de comparação. Em terceiro lugar ficou o seguro prestamista, com acumulação de R$ 770,3 milhões no primeiro trimestre de 2010, um crescimento de 26,60% sob o mesmo período do ano anterior. “A venda do seguro foi impulsionada pelo aquecimento das vendas no varejo”, informou a entidade por meio de comunicado.
Na opinião de Galiza, o desafio eterno do ramo de Pessoas é estimular os corretores a comercializarem os produtos da carteira, cuja principal dificuldade é a falta de cultura por parte da população brasileira. “Faltam campanhas institucionais e educativas para cultivar esta visão entre os consumidores”, alertou. Segundo ele, outro ponto a ser aperfeiçoado é a remuneração aos canais de distribuição. “Não é só lançar novos produtos, mas melhorar a remuneração aos canais para estimular a comercialização dos seguros de pessoas”, observou.
O vice-presidente do CVG-SP, Francisco Toledo, compartilhou da mesma opinião. “Não adianta trazermos novos produtos se os corretores e o público comprador não os conhecem”, completou. Apesar disso, a abertura do mercado de resseguros possibilitou a entrada de novos seguros do ramo de Pessoas no Brasil. Antes, por exemplo, não se conseguia contratar seguro de vida com limite de capital superior a R$ 1 milhão. Hoje, este patamar já está em R$ 10 milhões. “As seguradoras já têm produtos para pessoas com mais de 80 anos e sem pedido de saúde”, acrescentou Osmar Bertacini, presidente do CVG-SP.
Ele adiantou que está realizando, em parceria com outro corretor, um projeto para estimular os profissionais a comercializarem seguro de pessoas. “Levaremos palestras que visam conscientizar o consultor de seguros sobre a importância de vender produtos desta carteira”, concluiu.

Aline Bronzati
Revista Apólice

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