A bicicleta deixou de ser apenas uma opção de lazer ou atividade física e passou a integrar a rotina de deslocamento de parte da população. No ‘Dia Mundial Sem Carro’, celebrado em 22 de setembro, os dados sobre frequência de uso e exposição a riscos ajudam a dimensionar os desafios enfrentados por quem utiliza as duas rodas diariamente.
Levantamento da Redion aponta que 73,6% dos entrevistados utilizam a bicicleta para ir ao trabalho. A frequência também é alta: 78,1% pedalam cinco, seis ou até sete dias por semana.
A rotina de deslocamento, no entanto, também expõe os ciclistas a diferentes tipos de imprevistos. De acordo com os dados, 25,5% dos entrevistados se envolveram em algum acidente nos últimos dois anos. Outros 32,6% afirmam já ter tido a bicicleta ou alguma de suas partes furtada ou roubada.
A expansão das bicicletas elétricas adiciona novos elementos a esse cenário. Segundo os dados utilizados pela Redion, a produção de bicicletas elétricas cresceu 77,3%, enquanto esses modelos já representam 21,5% da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Para Rogerio Guandalini, diretor executivo comercial, marketing e produtos da Redion, o aumento da frequência de uso também eleva a exposição dos ciclistas a situações inesperadas.
“Quando a frequência de uso aumenta, também aumenta a exposição a imprevistos e a necessidade de serviços que acompanhem essa rotina”, explica.
Ele também relaciona a expansão das bicicletas elétricas a novas necessidades de assistência. “A expansão das bicicletas elétricas reforça ainda mais essa transformação, porque traz novas situações que precisam ser consideradas, como a autonomia da bateria”, completa.
Assistência para ciclistas
Nesse contexto, a Redion ampliou a Assistência Bike, que reúne serviços destinados a bicicletas convencionais e elétricas. Entre as opções estão remoção da bicicleta e transporte alternativo, além de abertura de cadeado, traslado do ciclista e remoção inter-hospitalar.
Para bicicletas elétricas, a assistência inclui socorro em casos de falta de autonomia da bateria e troca de pneu. A modalidade também oferece o serviço “Bike Volte a Andar”, destinado a situações em que o ciclista precisa de suporte para continuar o deslocamento.
A mudança no perfil de uso da bicicleta também altera as necessidades associadas à mobilidade. Com maior presença nos trajetos cotidianos, especialmente para quem vai ao trabalho, situações como acidentes, furtos, problemas mecânicos e falta de autonomia passam a fazer parte das demandas de quem utiliza o veículo como meio de transporte.







