Ultima atualização 15 de julho

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Terremotos na Venezuela levam seguradoras a acionar protocolos

Os primeiros comunicados de sinistros decorrentes dos terremotos que devastaram a Venezuela já começaram a chegar às companhias, mas ainda é cedo para dimensionar a extensão das perdas

EXCLUSIVO – Os dois terremotos que atingiram o país em 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5 e registrados em um intervalo inferior a um minuto, provocaram uma das maiores tragédias da história recente da Venezuela. De acordo com o balanço mais recente das autoridades, o desastre deixou 4.734 mortos, 16.740 feridos e 17.907 pessoas desabrigadas, além de causar danos generalizados à infraestrutura, sobretudo no estado de La Guaira.

Em meio às operações de resgate e ao avanço da ajuda humanitária internacional, seguradoras que mantêm operações no país também passaram a atuar na assistência aos clientes e na avaliação dos impactos do desastre. Entre elas está a Mapfre, que detalhou à Revista Apólice como vem conduzindo o atendimento e o acompanhamento dos primeiros registros de sinistros.

“Desde o primeiro momento, a companhia trabalha com um protocolo centrado em duas prioridades: proteger as pessoas, começando pelos colaboradores, e manter a capacidade de atendimento aos clientes”, informou a seguradora. Segundo a empresa, os serviços foram mantidos por meio dos canais disponíveis e de procedimentos alternativos. Os cerca de 300 colaboradores da operação venezuelana estão em segurança, embora alguns tenham tido suas residências afetadas ou perdido familiares e amigos.

A companhia confirmou ainda que os primeiros comunicados de sinistros relacionados ao desastre começaram a ser registrados. No entanto, afirma que ainda não há elementos suficientes para mensurar o volume de ocorrências ou a extensão das perdas.

“Ainda é cedo para fazer uma avaliação precisa do volume e da dimensão dos danos. Neste momento, a prioridade absoluta é realizar os salvamentos e atender às necessidades imediatas das pessoas afetadas”, destacou. De acordo com a seguradora, somente com o avanço das operações de resgate será possível reunir informações mais detalhadas sobre os sinistros.

Entre os principais desafios enfrentados pela companhia estão as dificuldades provocadas pela interrupção de serviços básicos, como energia elétrica e telecomunicações, que afetam tanto a mobilização das equipes quanto o processamento dos sinistros.

Segundo a Mapfre, “as próprias vítimas estão enfrentando situações de emergência que tornam a comunicação com a seguradora uma prioridade secundária neste momento”, o que também dificulta a consolidação das informações sobre os danos.

Questionada sobre uma estimativa dos impactos financeiros do desastre, a seguradora informou que ainda está concentrada na coleta de informações e que qualquer projeção seria prematura.

“A companhia está em fase de coleta de informações, não de análise consolidada”, afirmou. A empresa ressaltou ainda que os contratos de resseguro funcionam como um mecanismo de diluição dos riscos em grandes catástrofes, distribuindo as perdas entre diferentes seguradoras e resseguradoras.

Além do atendimento aos segurados, a seguradora que uma das prioridades é contribuir para a recuperação das áreas afetadas. A Fundação Mapfre anunciou uma doação inicial de 100 mil euros para ações humanitárias no país e informou que novos recursos deverão ser destinados conforme avance a campanha de arrecadação.

“Ajudar os clientes a se recuperarem o mais rapidamente possível e contribuir para a recuperação do país” é a prioridade da companhia neste momento, informou a seguradora.

Nicholas Godoy

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