EXCLUSIVO – A carteira de seguro aeronáutico cresce ano a ano no Brasil, de acordo com os números divulgados pela Susep. Entretanto, por conta de uma certa estagnação econômica, ainda há um grande potencial de crescimento para o mercado aeronáutico.
O Brasil possui uma das maiores frotas de aviação geral do mundo e um mercado que abrange desde pequenos particulares e aeronaves agrícolas até helicópteros, jatos executivos, companhias aéreas, aeroportos e drones. Ao mesmo tempo, a aviação passa por uma transformação tecnológica que começa a colocar diante das seguradoras riscos para os quais há pouco ou nenhum histórico de perdas.
Fora daqui, seguradoras e corretores apontam aumento do custo de peças e mão de obra, dificuldades na cadeia de suprimentos e maior tempo de reparação. Em 2026, esses fatores continuam pressionando o resultado das seguradoras mesmo em um ambiente com capacidade disponível.
Neste cenário, a tecnologia ocupa um lugar de destaque: tanto por conta do que é embarcado nas aeronaves quanto ao desenvolvimento de novas máquinas, como os eVTOLS, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, que já estão sendo desenvolvidas por aqui também.
Também discutimos neste especial o caso particular dos drones. Segundo dados da Anac, apenas 22% desta modalidade de aeronave possui o seguro RETA, que protege terceiros. Entretanto, mais uma vez, com o aumento do uso (seja recreativo, em filmagens, pulverizações, demonstrações ou entregas, por exemplo) e com mais tecnologia embarcada, ainda não se vê a aquisição do seguro para Casco.
O risco está mudando, ficando mais complexo, mas o mercado está acompanhando e atendendo suas necessidades.







