A Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prendeu em 15 de setembro, na capital fluminense, Antony Rodrigues Pereira, investigado em um caso de suspeita de fraude na contratação de plano de saúde empresarial da SulAmérica. A companhia informou às autoridades um prejuízo estimado em R$ 5,5 milhões, referente a despesas assistenciais de titulares e dependentes vinculados ao contrato sob investigação.
A SulAmérica apresentou notícia-crime após uma auditoria interna identificar 223 titulares sem comprovação de vínculo empregatício com a Comercial Transmetais Ltda., empresa contratante do plano. A suspeita é de que pessoas sem vínculo com a empresa tenham sido cadastradas como funcionários para obter acesso ao plano coletivo empresarial, prática conhecida como “falso coletivo”.
Segundo o relato apresentado pela companhia às autoridades, uma beneficiária afirmou desconhecer a Comercial Transmetais e ter contratado o plano por meio da Medcorp Administradora, sem saber que se tratava de uma contratação empresarial. Antony é apontado na notícia-crime como representante legal da Medcorp.
A auditoria também identificou beneficiários residentes em diferentes estados e indícios de que a Comercial Transmetais não funcionava no endereço informado. Esses elementos foram apresentados às autoridades para apuração das possíveis irregularidades e da responsabilidade dos envolvidos.
A prisão temporária, pelo prazo de cinco dias, foi determinada pela Vara Regional das Garantias da 1ª Região Administrativa Judiciária da Capital, do Tribunal de Justiça de São Paulo. A diligência contou com policiais do 37º Distrito Policial de São Paulo, no Campo Limpo, e da 41ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro.
Na mesma ocasião, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão e recolheram equipamentos eletrônicos e dois cartões bancários. Os fatos e a participação dos investigados são objeto de apuração.
Combate às fraudes no Brasil
A SulAmérica mantém políticas de prevenção, detecção e combate a fraudes e colabora com as autoridades para a apuração de irregularidades e a responsabilização dos envolvidos. A atuação combina inteligência artificial, análises automatizadas e uma equipe especializada de auditoria para identificar práticas que comprometem o sistema de saúde suplementar.
Entre 2023 e 2026, conforme balanço divulgado em julho deste ano, a companhia protocolou mais de 1.200 notícias-crime e ajuizou mais de 600 ações judiciais. No período, decisões judiciais que abrangem mais de 240 CNPJs evitaram pagamentos superiores a R$ 590 milhões. Desse total, R$ 120 milhões correspondem a 2026.
Na frente de auditoria, a análise individualizada de pedidos de reembolso com indícios ou comprovação de fraude evitou pagamentos de R$ 84,4 milhões entre 2025 e 2026, segundo o mesmo balanço.
As medidas também incluíram a exclusão de mais de 9 mil beneficiários por envolvimento em fraudes entre 2023 e 2025 e o descredenciamento de mais de 100 estabelecimentos e profissionais entre 2024 e 2026. Essas iniciativas integram a estratégia da companhia para proteger os recursos compartilhados pelos beneficiários e contribuir para a sustentabilidade da saúde suplementar.







