Ultima atualização 17 de setembro

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Junto Seguros diversifica seu portfólio com lancamento de D&O

EXCLUSIVO – Depois de operar mais de três décadas apenas com o seguro-garantia e fiança locatícias, a Junto Seguros lançou o seu primeiro produto de linhas financeiras, o D&O. Em evento ontem (16), a seguradora reuniu seus principais parceiros para mostrar este pontapé inicial. Roque Holanda de Mello, CEO da Junto Seguros, afirmou a escolha do D&O como ponto de partida não foi casual. “Temos a convicção de que é o produto que tem mais sinergia com Garantia. Esse período nos trouxeu know-how e banco de dados que poucos têm no mercado. Fazemos análise financeira estruturada de empresas dos mais diversos segmentos e tamanhos”, comemorou.

Para Guilherme Malucelli, vice-presidente da Junto Seguros, essa proximidade também aparece na natureza dos riscos. A seguradora construiu sua trajetória atendendo exclusivamente pessoas jurídicas e, ao longo desse período, formou uma base relevante de empresas e informações sobre seus riscos. “Nós garantimos processos judiciais para empresas. O D&O protege as despesas referentes a esses processos judiciais. Existe uma correlação implícita entre as duas operações. Se eu protejo a empresa em uma discussão, por que não proteger os administradores que estão à frente dessa empresa?”, questionou Malucelli.

Na prática, a companhia pretende aproveitar um relacionamento já existente para acrescentar uma nova camada de proteção aos clientes. A base de informações construída ao longo dos anos, combinada à equipe de análise de riscos e ao uso de tecnologia, deverá sustentar a estratégia da seguradora na nova área.

Mello ressalta que a decisão não foi motivada apenas pela intenção de acrescentar mais um produto ao portfólio. “Não estamos simplesmente abrindo uma nova linha de negócio por uma estratégia de expansão. Decidimos entrar porque entendemos que temos know-how, expertise e capacidade de inovar em um mercado que já é tradicional.” O D&O não é uma carteira nova no mercado brasileiro. Ao contrário, já passou por diferentes ciclos e enfrenta um processo de amadurecimento à medida que questões regulatórias, responsabilidades dos administradores e estruturas de governança ganham relevância dentro das empresas.

É justamente em um mercado já estabelecido que a Junto pretende buscar diferenciação. Para o CEO, além da capacidade técnica e das informações acumuladas ao longo da trajetória da seguradora, a tecnologia terá papel importante nessa estratégia. “Não queremos ser apenas mais um competidor em D&O. Vamos trazer novidades nos próximos meses que deverão nos posicionar de forma diferente nesse mercado”, disse Mello.

Na avaliação do executivo, ainda existe espaço para incorporar tecnologia à operação de D&O, principalmente para tornar a contratação e a distribuição mais simples. “Falta um pouco de tecnologia, aquilo que pode trazer mais facilidade, agilidade e uma nova forma de distribuir esse produto no mercado. Embora a tecnologia possa estar presente em diferentes etapas da jornada, a prioridade inicial será facilitar o trabalho dos parceiros comerciais. Fundamentalmente, ela vai ajudar o nosso parceiro de negócio. Queremos trazer mais facilidade e agilidade para o corretor”, avisou Malucelli.

A estratégia da Junto, entretanto, não está restrita à disputa pelos riscos que já possuem cobertura. A seguradora pretende usar sua capilaridade no segmento empresarial para ampliar o número de companhias que contratam D&O. Segundo Malucelli, estudos realizados pela companhia antes do lançamento indicam que aproximadamente 10 mil empresas brasileiras possuem atualmente o produto em seu portfólio.

“É um mercado pequeno. Não é um mercado novo, mas é relativamente jovem dentro da indústria de seguros. Temos uma oportunidade e uma clareza muito fortes de que é possível aumentar esse mercado”, afirma. A dimensão ganha outra perspectiva quando comparada à quantidade de empresas que já fazem parte da base da Junto. É nesse cruzamento que a seguradora enxerga uma das principais oportunidades para a nova carteira.

“Não é um mercado em que eu quero entrar apenas para disputar o mesmo espaço em que já estão os nossos concorrentes. Quero crescer esse mercado, distribuir de forma diferente e olhar outros tamanhos de empresas, não somente as grandes”, concluiu Malucelli.

Kelly Lubiato

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