Ultima atualização 26 de agosto

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Veículos elétricos trazem novos desafios para o auto

Híbridos e elétricos já representam 17,1% das cotações monitoradas pelo IPSA, segundo dados citados pela MDS Brasil

O avanço dos veículos elétricos e híbridos no Brasil começa a ampliar os desafios para o mercado de seguro Auto, especialmente em áreas como precificação, reparação, disponibilidade de peças e capacitação da rede de atendimento. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), mais de 215 mil veículos eletrificados foram comercializados no primeiro semestre de 2026, alta de 125% em relação ao mesmo período anterior.

A presença desses modelos também vem aumentando nas cotações de seguros. De acordo com o Índice de Preço do Seguro de Automóvel (IPSA), desenvolvido pela TEx, veículos híbridos e elétricos já representam 17,1% das cotações realizadas, participação que mais do que triplicou desde o início da série histórica, em novembro de 2024.

Para a MDS Brasil, o crescimento da frota exige que seguradoras e corretores incorporem novas variáveis à análise dos riscos. “A eletrificação da frota não altera apenas o perfil dos veículos segurados. Ela exige uma evolução na forma como o mercado avalia riscos, estrutura, coberturas e orienta os clientes. Aspectos como tecnologia embarcada, disponibilidade de peças, mão de obra especializada e custos de reparo passam a ter peso cada vez maior na contratação do seguro”, explica Rogério Lemes, diretor executivo de Parcerias da MDS Brasil.

Entre os fatores específicos desse segmento estão os custos de componentes, a disponibilidade de peças e a necessidade de oficinas e profissionais capacitados para trabalhar com as tecnologias presentes nesses veículos. A expansão de concessionárias, oficinas certificadas e centros especializados também tende, na avaliação da corretora, a aumentar a quantidade de informações disponíveis sobre reparação e sinistralidade.

Outro ponto destacado pela MDS é a percepção de que o seguro de veículos elétricos seria necessariamente mais caro. A companhia ressalta, porém, que a formação do preço continua considerando uma combinação de fatores, como perfil do motorista, região de circulação, valor do automóvel, disponibilidade de peças e custos médios de reparação. “O mercado vive um período de adaptação. Conforme aumenta a frota de veículos eletrificados e o histórico de utilização desses modelos, as seguradoras passam a ter uma base de dados mais robusta para precificar riscos de forma ainda mais eficiente”, acrescenta o executivo.

Na avaliação da MDS Brasil, a expansão da frota eletrificada também deverá ampliar a demanda por coberturas e serviços específicos para esse tipo de veículo, acompanhando as mudanças no perfil de utilização e manutenção dos automóveis.

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