Ultima atualização 07 de agosto

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Swiss Re registra crescimento em todas as unidades de negócios

Swiss Re lucrou US$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9%, impulsionada pelo desempenho das áreas de resseguro e seguros corporativos
Andreas Berger, CEO do Grupo Swiss Re
Andreas Berger, CEO do Grupo Swiss Re

A Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre, o lucro líquido foi de US$ 1,3 bilhão. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela melhora dos resultados nas três unidades de negócios, mantendo o grupo no caminho para atingir a meta de US$ 4,5 bilhões de lucro líquido em 2026.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado ficou em 22,7%, ante 23,0% no primeiro semestre de 2025. O resultado do serviço de seguros, que representa o lucro de subscrição, alcançou US$ 3,5 bilhões, alta de 15%, enquanto a receita de seguros totalizou US$ 20,3 bilhões, redução de 3% na comparação anual.

A rentabilidade dos investimentos também permaneceu em patamar elevado. O retorno sobre investimentos (ROI) foi de 4,0%, enquanto o rendimento recorrente avançou para 4,2%. A companhia informou ainda que elevou sua meta de redução de custos operacionais para US$ 500 milhões até 2028, acima da previsão anterior de US$ 300 milhões até 2027.

“A Swiss Re apresentou um sólido resultado no primeiro semestre de 2026, ao mesmo tempo em que apoiou nossos clientes com mais de US$ 17 bilhões em pagamentos de sinistros. Isso demonstra a força do nosso Grupo diversificado, com cada Unidade de Negócios contribuindo para a resiliência dos nossos resultados. A área de Seguros Patrimoniais e de Responsabilidade Civil (P&C Re) continua focada em subscrição disciplinada e gestão ativa do ciclo de seguros; a área de Seguros de Vida e Saúde (L&H Re) proporciona importante estabilidade aos resultados por meio de sua ampla carteira de ativos; e a área de Soluções Corporativas está se expandindo seletivamente em mercados estratégicos de crescimento. Também continuamos a aprimorar a eficiência em toda a Swiss Re e estamos anunciando uma meta de redução de custos mais ambiciosa”, afirmou Andreas Berger, CEO do Grupo Swiss Re.

O diretor financeiro do grupo, Anders Malmström, destacou que todas as unidades de negócios contribuíram para o avanço dos resultados.

“Cada Unidade de Negócios apresentou aumento no lucro líquido no primeiro semestre. Nossos negócios de seguros de propriedade e acidentes (P&C) alcançaram fortes resultados de subscrição, impulsionados pela baixa incidência de grandes catástrofes naturais, enquanto o desempenho da L&H Re reflete margens de subscrição saudáveis e uma experiência favorável de mortalidade nos EUA. Um sólido resultado de investimento em um mercado altamente volátil reforçou ainda mais a resiliência de nossos lucros. Também estamos progredindo bem no programa de recompra de ações de US$ 1,5 bilhão que anunciamos em fevereiro, tendo concluído aproximadamente 60% até o final de julho”, disse.

A unidade de resseguros de danos (P&C Re) registrou lucro líquido de US$ 1,4 bilhão no semestre, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025. O índice combinado melhorou para 76,7%, ante 81,1% um ano antes, refletindo principalmente a menor ocorrência de grandes catástrofes naturais.

As indenizações relacionadas a grandes eventos naturais somaram US$ 169 milhões no semestre, enquanto os grandes sinistros provocados por eventos de origem humana alcançaram US$ 129 milhões.

Nas renovações de junho e julho, a Swiss Re renovou contratos equivalentes a US$ 4,5 bilhões em prêmios. A redução nominal média de preços foi de 1,2%, com termos e condições considerados estáveis.

A divisão Corporate Solutions registrou lucro líquido de US$ 490 milhões, crescimento de 14%, e índice combinado de 86,1%.

Segundo a companhia, o resultado foi favorecido pela qualidade da carteira, pelo desenvolvimento positivo de sinistros de anos anteriores e por perdas com catástrofes naturais inferiores às expectativas.

Durante o período, a empresa anunciou parcerias exclusivas com a Bajaj General Insurance, na Índia, e a GNP Seguros, no México, com o objetivo de ampliar sua atuação em dois dos mercados de seguros corporativos de maior crescimento no mundo.

A área de resseguros de Vida e Saúde (L&H Re) encerrou o semestre com lucro líquido de US$ 1,0 bilhão, alta de 21% sobre igual período de 2025.

O resultado foi impulsionado por margens de subscrição consideradas saudáveis e pela experiência favorável de mortalidade nos Estados Unidos. A receita de seguros cresceu 6%, para US$ 8,4 bilhões.

Mudanças na liderança

A Swiss Re também anunciou mudanças na alta administração. Velina Peneva, atual diretora de investimentos (CIO) do grupo, assumirá a liderança da L&H Re a partir de 1º de outubro de 2026, substituindo Paul Murray. Para a posição de CIO do grupo foi nomeado Martin Zingg, atual diretor de Desenvolvimento Corporativo e Mercados de Capitais.

“As nomeações refletem a profundidade do nosso talento interno e posicionam a Swiss Re de forma favorável para consolidar seu bom momento. Velina traz uma forte liderança e profunda experiência em alocação disciplinada de capital para riscos complexos e de longa duração, além de uma compreensão singular das questões relevantes para o cliente, que são centrais para o negócio de Seguros de Vida e Responsabilidade Civil. Enquanto isso, a vasta experiência em investimentos de Martin e mais de três décadas de liderança no setor de seguros contribuirão para fortalecer ainda mais nossa área de investimentos. Agradecemos a Paul por seu excepcional comprometimento, pelo valioso serviço prestado e pela colaboração extremamente profissional ao longo dos últimos 23 anos. Lamentamos sinceramente sua saída e desejamos a ele sucesso contínuo e tudo de bom, tanto na vida profissional quanto pessoal”, afirmou Berger.

Ao comentar as perspectivas para o restante do ano, o executivo destacou a confiança da companhia em atingir suas metas financeiras.

“Os fortes resultados financeiros do primeiro semestre nos colocam em uma posição favorável para atingirmos nossas metas financeiras para 2026, enquanto permanecemos vigilantes à medida que nos aproximamos do pico da temporada de furacões. Olhando além deste ano, vemos a demanda por resseguros e expertise em gestão de riscos continuar crescendo em um mundo em rápida transformação. Ao investir em dados, tecnologia e inteligência artificial, estamos construindo as capacidades que nos permitirão atender melhor a essa crescente demanda, ajudar nossos clientes a navegar em um cenário de riscos cada vez mais complexo e criar valor a longo prazo para nossos acionistas”, concluiu.

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