EXCLUSIVO – O futuro da distribuição de seguros, as mudanças regulatórias e os impactos da tecnologia sobre a atuação dos corretores deram o tom da abertura do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, nesta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro. Na solenidade de abertura, o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, afirmou que o setor atravessa um momento de transformação estrutural e apontou o Congresso como o principal espaço para debater essa revolução em curso no mercado. “Preparamos este evento para ser o melhor congresso de todos”, declarou.
Entre as iniciativas para aproveitar esse potencial, Vergílio destacou o Plano Diretor do Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS), projeto que reúne diretrizes para modernizar a intermediação, ampliar a participação dos corretores na distribuição, estimular a inovação e a capacitação e fortalecer a relação com os consumidores. “O PDMIS é a ferramenta estratégica para que o corretor avance, cresça e se consolide como o principal agente de distribuição de seguros no Brasil”, disse.
O superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, destacou a relevância econômica e social da proteção oferecida pelo setor. Segundo ele, os debates realizados durante o Congresso tratam de temas essenciais para o desenvolvimento do país. “Não há futuro para a economia brasileira sem pensar no futuro do seguro”, declarou.
Já o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, ressaltou a dimensão do encontro como uma demonstração da força do setor. Ele desejou que o Congresso fosse um espaço de troca de conhecimentos, relacionamento, evolução profissional e capacitação para os participantes. “A magnitude deste Congresso mostra a grande pujança do setor de seguros”, disse. Para Oliveira, o evento também evidencia o envolvimento e a satisfação dos profissionais que atuam no mercado.
Falando sobre inovação, o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergílio, afirmou que a inteligência artificial já faz parte da rotina das pessoas e das empresas e que o desafio está em identificar oportunidades para utilizar a tecnologia na expansão dos negócios.
Segundo ele, apesar das transformações provocadas pela IA, o componente humano continuará essencial na atividade seguradora. “Nunca, na história, uma tecnologia serviu tanto para humanizar e potencializar uma atitude humana. Ela não vai nos substituir porque, no seguro, o sentimento humano e o cuidado do corretor continuam fundamentais”, afirmou.
Nesse contexto, a capacitação contínua foi apontada como uma das prioridades do setor. Lucas destacou a estrutura de ensino oferecida pela ENS e afirmou que esta é a maior participação da instituição em uma edição do Congresso dos Corretores.
O presidente do Sincor-RJ, Ricardo Garrido, chamou a atenção para o profissionalismo e a responsabilidade exigidos dos corretores. “Sou um entusiasta da profissão porque o corretor de seguros leva algo que não tem preço: a proteção que todos cidadão merece”, afirmou. Para Garrido, a importância da atividade exige preparação constante e capacidade de agregar valor ao atendimento prestado à sociedade.
A tradição do Rio de Janeiro no Mercado de Seguros também foi destacada durante a cerimônia. O prefeito Eduardo Cavaliere ressaltou a presença histórica do setor na cidade e defendeu o fortalecimento da atuação institucional da Susep na capital fluminense. “A sede da Susep de verdade só tem uma, e é no Rio de Janeiro”, disse. Cavaliere colocou o município à disposição para oferecer as condições necessárias para ampliar a presença da autarquia na cidade e destacou o significado da realização do Congresso no estado.
O deputado federal Hugo Leal também reforçou a importância da atuação humana diante do avanço tecnológico. Segundo ele, a tecnologia promove eficiência, mas o talento é responsável pela inovação. “Nada substitui o talento, assim como nada substitui o corretor de seguros”, concluiu.
Nicholas Godoy, do Rio de Janeiro







