Apesar de ser considerado essencial para a execução de contratos públicos e privados, o Seguro Garantia ainda é uma modalidade pouco compreendida por parte do mercado. A expectativa, no entanto, é de crescimento acima da média do setor em 2026. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o mercado brasileiro de seguros deve registrar expansão de 8% neste ano, na comparação com 2025. Entre os destaques está o Seguro Garantia, cuja projeção de crescimento é de 12,1%, impulsionada pelos investimentos em infraestrutura e construção civil, especialmente em obras do Novo PAC e em programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida.
De acordo com Ricardo Nassif, Diretor de Subscrição da Pottencial Seguradora, o Seguro Garantia desempenha um papel crucial para assegurar a execução de contratos em diversas áreas, como obras públicas, concessões e processos licitatórios. Ainda assim, para ele trata-se de uma modalidade que gera dúvidas e é pouco conhecida por pessoas e empresas, principalmente de médio e pequeno porte. “Temos como missão disseminar a importância do seguro e educar o mercado, o que abrange também a iniciativa privada”, ressalta.
O Seguro Garantia desempenha um papel primordial no desenvolvimento econômico de um país, pois garante a concretização de projetos de grande porte, como escolas, hospitais, moradias e obras de infraestrutura, além de apoiar a geração de empregos. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apenas em 2025, até novembro, foram gerados 192.176 empregos formais no setor de construção civil, um aumento de 6,73% em relação ao mesmo período de 2024. Atualmente, são mais de 3 milhões de trabalhadores formais no segmento.
“Trata-se de uma ferramenta estratégica, capaz de contribuir para essa geração de postos de trabalho e assegurar previsibilidade, proteção, confiança e estabilidade para empresas tanto do setor público quanto do privado. É importante também para mitigar riscos e reduzir impactos decorrentes de inadimplência ou descumprimento contratual, garantindo o cumprimento das obrigações previstas em contratos”, diz o especialista.
Nassif pontua que o Seguro Garantia pode ser contratado por empresas de todos os portes, independentemente da faixa de faturamento ou da data de constituição. Segundo ele, ainda há desconhecimento até mesmo sobre os papéis de cada parte envolvida no contrato. “De uma forma simples, quem contrata o seguro é o tomador, que pode ser a pessoa física ou jurídica que assina e paga a apólice do seguro, sendo o responsável por decidir as coberturas. O segurado, por sua vez, é a pessoa ou empresa que é beneficiária da garantia. Essa relação assegura o cumprimento do acordo”, explica.
Entre as vantagens da modalidade está o custo, que é bem atrativo, com taxas mais baixas e flexíveis que outras formas de caução, além de não comprometer o capital de giro da empresa, por se tratar de uma fonte adicional de crédito. “É importante destacar também que a contratação é muito ágil. É possível emitir uma apólice em questão de horas após a cotação, com análise diferenciada conforme o perfil da empresa”, finaliza Nassif.




