Ultima atualização 09 de outubro

Plano de saúde empresarial: como saber qual a melhor opção?

Contratos até 29 beneficiários devem levar em consideração o índice de reajuste anual do agrupamento de contratos “pool”; garantia de atendimento também precisa ser avaliada antes da contratação

Faltas e afastamentos por problemas de saúde, mesmo que esporádicos, influenciam o desempenho de uma empresa. O adoecimento dos funcionários também tem reflexo na produtividade e na satisfação com o ambiente de trabalho. E é pensando em evitar perdas – e até mesmo ganhar escala –, que muitas empresas optam por investir em um plano de saúde coletivo. Na hora de escolher a melhor operadora, no entanto, é preciso estar atento a alguns detalhes, como os índices médios de reajuste e a facilidade de acesso aos serviços, principalmente no caso de contratos com até 29 beneficiários.

A ANS divulga, trimestralmente, o Monitoramento de Garantia de Atendimento. O indicador é baseado nas reclamações dos beneficiários feitas ao órgão regulador, referentes ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura assistencial. Para evitar surpresas e arrependimentos, é aconselhável que os consumidores de planos de saúde consultem esses dados no site da ANS antes de fazer a contratação.

A Paraná Clínicas, por exemplo, fechou o segundo trimestre de 2018 com fator zero. Isso significa que a operadora registrou pouca ou nenhuma reclamação relacionada aos quesitos monitorados pela ANS. As operadoras que obtêm pior desempenho são classificadas com fator três e estão entre as líderes de queixas à Agência.

Reajuste

Outra dica valiosa para os consumidores é avaliar os percentuais de reajuste aplicados nos últimos anos. Em regra, essas informações são disponibilizadas nos sites das operadoras e demonstram a evolução dos preços. No caso de contratos até 29 beneficiários, além da performance de sinistralidade do agrupamento, é aplicado um índice financeiro, que pode variar de acordo com a operadora escolhida. “Contratos até 29 beneficiários apresentam um alto risco de sinistralidade, o que impacta na mensalidade. Com esse controle, essas empresas ficam protegidas de reajustes astronômicos, que inviabilizam a manutenção dos serviços aos beneficiários”, explica o gestor comercial da Paraná Clínicas, Mauro Christe Manzano.

Cada operadora tem seu percentual anual de reajuste, o chamado “Pool de Risco”, estabelecido com base em critérios diferenciados dos grandes contratos. O índice da Paraná Clínicas para 2018, divulgado em julho, ficou em 9,26%. Isso significa que todos os contratos com menos de 30 beneficiários serão reajustados com base nesse percentual. O valor é o mais baixo do mercado, se comparado ao das principais operadoras de planos de saúde empresariais do estado, que variam entre 13,55% e 18,85%.

M.S.
Revista Apólice

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