Ultima atualização 22 de junho

Plantando as sementes das novas ideias no mercado de seguros

No mercado de seguros, ainda existem produtos para serem plantados e campos com frutos para colher, mas como a plantação mudará nos meses e anos que virão?

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Se os seguros formassem um mapa, nós estaríamos vivendo em um mundo completamente novo.
As cercas e fronteiras da tradição caíram. Os rios do market share estão mudando de curso e os fluxos de dados estão batendo à porta. Sabemos que ainda existem produtos para serem plantados e campos com frutos para colher, mas como nossa plantação mudará nos meses e anos que virão?
Muitos seguradores  irão olhar campos verdes para encontrar a resposta.
Campos verdes, startups e estufas são apenas maneiras diferentes de olhar para um mesmo conceito essencial – começar do rascunho. Cada um é um novo começo. Esses campos verdes são as novas iniciativas, muitas vezes destinadas a desenvolver novos mercados. Satartups são, ainda mais, novas iniciativas que atingirão mercados já existentes. Colocando-os todos juntos sob o nome de novos campos, a necessidade e preparação para eles é similar.

Cultivando o solo

Pense em como o mercado de seguros cresceu, apenas baseado nas questões que temos feito a nós mesmos através do tempo. Seguradores consumam indagar: “como nós podemos fazer o que fazemos melhor?” Ele estão pensando em questões como subscrição, vendas e atendimento às demandas de mercado.
Conforme a internet e sue reinado digital foram surgindo, eles começaram a se perguntar: “como nós podemos fazer o que fazemos de maneira diferente?”. Ele precisaram saber como atingir as mesmas pessoas com melhor gerenciamento de canais e serviços ao consumidor mais elaborados. Agora, eles estão se perguntando: “como nós podemos fazer o que ainda não estamos fazendo?”. Ou seja, querem saber como identificar, construir e capitalizar as novas necessidades relacionadas aos riscos, novos mercados e às redes sociais. Como usar a tecnologia de maneira plena, como se transformar em uma fonte confiável para serviços além dos produtos de seguros e como reinventar a organização e a marca para que ela esteja preparada para ser rentável não importa quais iniciativas surjam.
Essa preparação é um importante primeiro passo. Uma grande ideia não criará raízes em uma companhia que não dê suporte a ela. Como os seguradores podem preparar esses novos campos para o desenvolvimento?
As companhias de seguro que estão começando em novos campos fora do mercado de seguros tradicional e mesmo aquelas que estão começando embaixo do guarda-chuva dessas empresas tradicionais são ambientes de “ar fresco” e sem as sombras da tradição.
Começar do rascunho permite a eles pensar, testar e operar sem limitações. Claro que existem barreiras. A maioria está operando em uma janela de oportunidade sob a suposição de que esse investimento deve valer a pena.  Mas, para a maior parte, os novos campos têm a vantagem de que as políticas organizacionais, processos, as tecnologias tradicionais e outras ideias estão abertas à reavaliação, substituição ou remoção.
Silos organizacionais precisam ser pontes ou serem abandonados. As novas oportunidades que deverão ser trabalhadas nesses novos campos que darão mais resultados serão aquelas criadas pelo cruzamento de profissionais de diferentes áreas que compreendam como integrar as novas tecnologias com as melhores ideias. Esse é um dos motivos pelos quais as hacktons – maratonas de programação – se tornaram tão populares: elas são empréstimo de um conceito comum a agências de publicidade, palestras TedX e músicos de jazz: a crença de que ideias e paredes não são compatíveis.
O melhor fertilizante para ideias é a diversidade de perspectivas sobre as quais as ideias são construídas e como isso funcionará na prática. Os times precisam de bons técnicos, mas também precisam de liderança com perspectiva, bem como de parceiros de tecnologia que entenda o que é possível ser feito.

Investindo em sementes

Sementes são investimentos e a maioria deles tem fases. Os campos a serem cultivados em seguros são maduros para esses investimentos e eles estão trazendo frutos. Mas aqueles que serão mais bem sucedidos prestarão muita atenção ao método de semear.
Por exemplo, fazendeiros não pegam novas sementes e plantam em uma grande quantidade de terra de uma vez, eles plantam em parcelas. Em seguros, nossas ideias precisam ser cultivadas rapidamente em nossos fornos de produtos e centros de excelência – nós podemos chamar isso de nossos novos campos do seguro. Se eles parecem estar funcionando, nós o testamos em pequenas áreas geográficas e só então levá-los aos novos segmentos. Assim, a ideia funciona ou não funciona. Nós investimos de maneira sábia se investimos aos poucos até que essas iniciativas se provem rentáveis.
Sabemos que muitos investimentos não trarão resultados.  Muitas empresas terão investido mais para provar um conceito do que deveriam. Algumas irão perceber que precisam pular fora antes que esse conceito possa ficar maduro. O melhor crescimento acontecerá em organizações que souberem identificar e trabalhar com as fases desses investimentos.

 

*Artigo original publicado no site e escrito por Denise Garth, presidente de estratégia e marketing na Morristown, empresa especializada em soluções de tecnologia e seguros

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