Ultima atualização 31 de agosto

Empresas buscam melhorias no pacote de benefícios

Estudo da Aon apresenta amadurecimento dos benefícios convencionais, mas companhias ainda precisam evoluir em itens mais customizados

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De acordo com um estudo bienal da Aon cinco entre seis benefícios previstos na legislação brasileira estão cada vez mais consolidados nas empresas, mesmo em meio ao período atual de incertezas na economia. A pesquisa, que contou com a participação de 423 companhias em diversos segmentos –crescimento de 62% de participantes em relação à edição anterior – teve como objetivo identificar e analisar os 20 principais incentivos oferecidos para os colaboradores e os seus índices de permanência, proporcionando uma ampla visão para os gestores de recursos humanos sobre as práticas do mercado brasileiro e oportunidades para readequar as políticas de benefícios.

Nos dados analisados, a assistência médica ainda é o principal benefício concedido pelas empresas, representando 99,5% das companhias entrevistadas. Em seguida, surge o seguro de vida, correspondendo a 94% das empresas com o tipo de benefício. Já a assistência odontológica ocupa a terceira posição com 87,5%, acompanhado de vale refeição com 78,3%. “O resultado é motivado pela preocupação das companhias em oferecer um pacote de benefícios mais estruturado, com uma visão estratégica de que os itens podem afetar os resultados financeiros e a competitividade da empresa”, explica Rafaella Matioli, diretora técnica de saúde da Aon.
Para Marcelo Borges, vice-presidente executivo de benefícios e capital humano da companhia, outro ponto importante no levantamento são os benefícios que estão com menos de 50% de maturidade. O executivo afirma que, por consequência do atual momento do mercado, esses tipos de benefícios podem ser os principais incentivos para a retenção de talentos. “Embora os benefícios prevalentes tragam maior impacto financeiro para o empregador, eles possuem uma melhor percepção dos empregados, tornando a empresa mais competitiva no mercado. Portanto, é preciso que o plano básico de benefícios e de alto investimento estejam bem desenhados para que não prejudique a empresa e o colaborador”, observa.

Segundo Marcelo Borges, embora alguns benefícios destacados na pesquisa sejam obrigatórios por lei, as empresas têm buscado avaliar melhorias na implementação com o objetivo de otimizar custos e oferecer mais qualidade para o colaborador. “Mesmo em momentos de crise as companhias buscam alternativas claras e benchmark não só de melhorias, mas também de como reduzir os custos sem deixar de ser atrativas”, explica.

A.C.
Revista Apólice

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